XP mantém recomendação de compra e projeta alta de 17% no CPTS11

XP mantém recomendação de compra para CPTS11, prevendo valorização de 17% e dividend yield de 12,3% a 15,4% até 2026.

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(Imagem de reprodução da internet).

A XP Investimentos manteve a recomendação de compra para o fundo imobiliário Capitânia Securities II (CPTS11). A corretora estabeleceu um preço-alvo de R$ 9,18 para a cota, o que representa um potencial de valorização de 17% em relação ao valor atual, que é de R$ 7,84.

Pilares da Tese de Investimento

Os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar identificaram cinco pilares que sustentam a tese de investimento no FII CPTS11. O primeiro deles é a gestão ativa, que é considerada “eficiente” e possui um histórico consistente de retornos superiores em comparação com outros fundos do mercado.

Desde sua criação em 2014, o CPTS11 apresentou um desempenho positivo, atingindo 127% acima do IFIX e 118% acima do CDI no período. A gestão demonstra capacidade de gerar valor, superando referências e oferecendo tanto variações na cota de mercado quanto rendimentos distribuídos e rentabilidade patrimonial ajustada.

Carteira Diversificada e Foco em FIIs de Tijolo

O segundo pilar da análise destaca a composição do portfólio, que combina investimentos em CRIs e em cotas de outros fundos imobiliários. A XP considera essa carteira “diversificada” e de “baixo risco (high grade)”. Essa estratégia permite a geração de renda recorrente e a possibilidade de obter ganhos de capital, ajustando a carteira conforme as condições de mercado.

Atualmente, 79,2% do portfólio do CPTS11 está investido em fundos de tijolo, ativos que negociam com descontos e que, na visão da corretora, possuem maior potencial de valorização em um cenário de queda dos juros.

Desconto e Dividendos do CPTS11

O terceiro pilar da análise se refere ao nível de desconto da cota. O CPTS11 negocia com um deságio de 15% (P/VP de 0,85 vez), considerado excessivo pela XP, considerando os fundamentos e as perspectivas positivas do fundo.

A gestão revisou, pela segunda vez em seis meses, a projeção de distribuição de dividendos, elevando o intervalo para R$ 0,08 a R$ 0,10 por cota até setembro de 2026, o que corresponde a um dividend yield entre 12,3% e 15,4% aos preços atuais. A XP avalia esse nível como atrativo, dado a qualidade do fundo e a viabilidade das estimativas de geração de resultados recorrentes.

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