XP Projeta Mais Valorização do Ibovespa em 2026, com Expectativas de 185 Mil Pontos
XP projeta mais valorização do Ibovespa em 2026, com expectativa de 185 mil pontos, impulsionada pela queda de juros e revisadas avaliações das empresas
Ibovespa: XP Projeta Mais Valorização em 2026
Apesar de uma valorização notável em 2025, ultrapassando os 30% ao longo do ano, investidores frequentemente questionam se o período de alta está chegando ao fim. A corretora XP, no entanto, mantém uma perspectiva otimista, prevendo ainda mais valorização do Ibovespa em 2026.
A projeção revisada para o Ibovespa em 2026 elevou o “valor justo” de 170 mil pontos para 185 mil. Essa expectativa se baseia em dois fatores principais: a queda esperada das taxas de juros (tanto nominais quanto reais) e a revisão das avaliações das empresas, ou múltiplos, com uma taxa de desconto menor devido à redução das taxas de juros.
Nos ciclos anteriores, observou-se que investidores direcionavam recursos da renda fixa para ativos de risco, à medida que o retorno da renda fixa se tornava menos atrativo, e revisavam as teses de valor das empresas com uma taxa de desconto menor diante da queda dos juros.
Mesmo com o recente rali do Ibovespa, as ações brasileiras ainda apresentam valuations inferiores em relação à média histórica, sugerindo um potencial de alta ainda relevante, mesmo que parcialmente.
A XP analisou os últimos oito ciclos de cortes de juros e constatou que o Ibovespa subiu, em média, 39,2% nesses períodos. Essa tendência histórica reforça o potencial de valorização das ações diante do menor retorno com a Selic.
Além disso, a expectativa de queda das taxas de juros nos Estados Unidos também é um gatilho importante. Nos períodos de afrouxamento monetário nos EUA, as ações brasileiras registraram um retorno médio de 41%, segundo a XP.
Os analistas avaliam que juros norte-americanos historicamente oferecem um forte vento de cauda para o Ibovespa: “Em 2026, teremos a combinação desses dois vetores — um pano de fundo historicamente poderoso para as ações brasileiras”, diz o relatório.
A performance setorial também apresenta um padrão: setores domésticos tendem a liderar nos meses que antecedem o primeiro corte de juros, enquanto setores ligados a commodities superam o mercado nos meses posteriores. A XP mantém preferência por ações de alta qualidade, baixa alavancagem e sensíveis à dinâmica de juros.
Também seguem construtivos em bond-proxies [ações que se comportam de maneira semelhante a títulos de dívida], cuja performance tende a responder de forma mais direta à compressão das taxas reais.
A corretora destaca algumas empresas no mercado de capitais, como a B3 (B3SA3) e o BTG Pactual (BPAC11), que podem se beneficiar da realocação de renda fixa para renda variável. Entre os bond-proxies, estão Axia (AXIA3), ex-Eletrobras, Energisa (ENGI11) e Iguatemi (IGTI3). “Nesse grupo, o fio condutor é a solidez de balanço, a visibilidade dos fluxos de caixa e a sensibilidade ao custo de financiamento — atributos que os investidores normalmente buscam ao migrar de um regime de juros elevados para um mais acomodatício”, diz a XP.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real