Acordo EUA-China Impulsiona Grãos e Aumenta Preços em Chicago

Mercado de Grãos Dispara com Acordo EUA-China
O mercado internacional de grãos registrou uma forte alta nesta segunda-feira (18). O movimento foi impulsionado por um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, selado após um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.
O acordo estabeleceu um compromisso de compras de produtos agropecuários, marcando um ponto de inflexão no cenário comercial global.
A notícia gerou otimismo entre os investidores, resultando em um aumento significativo nos preços das commodities agrícolas em Chicago. O trigo e o milho foram os principais protagonistas dessa escalada, com avanços expressivos que reacenderam o interesse do mercado.
Trigo e Milho Lideram a Alta
O contrato para julho na Bolsa de Chicago viu um aumento de aproximadamente 4%, demonstrando a confiança dos investidores no potencial de crescimento do mercado de trigo. Paralelamente, o milho também subiu mais de 3,5%, consolidando sua posição como um dos produtos mais valorizados no momento.
Esses avanços refletem a demanda crescente por grãos em diversos setores, incluindo a alimentação e a indústria.
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Soja Reage Positivamente
A soja também apresentou uma reação positiva, com contratos que registraram ganhos superiores a 2%. Essa recuperação ajudou a compensar as perdas acumuladas na semana anterior, indicando uma retomada da confiança dos operadores no mercado de soja.
O óleo de soja também avançou cerca de 1,5%, complementando o desempenho positivo do setor.
Expectativas e Desafios
Apesar da animação inicial, o mercado ainda esperava um acordo mais abrangente envolvendo a soja americana. A meta de importação chinesa de 25 milhões de toneladas, estabelecida em outubro de 2025, não foi ampliada, gerando certo ceticismo entre os analistas.
A Casa Branca também esclareceu que os US$ 17 bilhões anunciados não incluem compras adicionais de soja.
Tarifas e Comércio Bilateral
Ainda assim, analistas acreditam que o acordo pode abrir espaço para novas aquisições chinesas de milho, trigo, sorgo e carnes americanas. É importante ressaltar que os produtos agrícolas americanos ainda enfrentam tarifas extras de 10% impostas pela China, um legado da guerra comercial.
O governo chinês se comprometeu a explorar reduções tarifárias recíprocas, mas os embarques americanos permanecem baixos, com menos de mil toneladas sendo enviadas até agora neste ano.
Nos últimos anos, a China diminuiu sua dependência do agronegócio americano, reduzindo sua importação de soja de 41% em 2016 para aproximadamente 20% em 2024. Essa mudança reflete a diversificação das fontes de abastecimento e a busca por alternativas no mercado global de grãos.
Autor(a):
Redação
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