Bradesco Brilha vs. Santander: Lucros Divergentes e Análise do Mercado em 2026

Bradesco e Santander: Análise dos Balanços do Primeiro Trimestre de 2026
Os bancos Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) apresentaram resultados distintos no primeiro trimestre de 2026, gerando reações opostas no mercado financeiro. Enquanto o Bradesco consolidou sua recuperação, o Santander enfrentou desafios que impactaram as expectativas dos analistas e investidores.
A análise dos números e das projeções para o futuro revela nuances importantes na comparação entre as duas instituições.
Bradesco: Nono Trimestre Consecutivo de Melhora
O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 6,81 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e 4,5% em comparação com o quarto trimestre do ano anterior. Esse resultado superou as expectativas do mercado, que projetavam um lucro médio de R$ 6,652 bilhões, conforme divulgado pela Bloomberg.
A sequência de nove trimestres de crescimento do lucro consolida a percepção de que o banco tem superado as dificuldades enfrentadas nos anos anteriores.
Santander: Resultado Abaixo do Esperado e ROE Recuando
Em contraste, o Santander Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido gerencial de R$ 3,788 bilhões, uma queda de 1,9% em relação ao ano anterior e um recuo de 7,3% em comparação com o trimestre anterior. O resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que estimavam R$ 4 bilhões.
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O banco também apresentou um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de 16%, uma redução de 1,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, o que gerou preocupação entre os analistas.
Qual Banco é Mais Atrativo?
Com os dados disponíveis, o Bradesco (BBDC4) se destaca como a escolha preferida dos analistas no momento. O banco apresenta um desempenho mais consistente, impulsionado pelo crescimento da área de seguros e pela melhora da eficiência operacional. O ROE, embora ligeiramente inferior ao do Santander, demonstra um progresso significativo na geração de lucro para os acionistas.
Análises dos Especialistas
O Itaú BBA mantém o Bradesco como uma de suas principais recomendações, com preço-alvo de R$ 22 para BBDC4, considerando a tese de recuperação gradual do ROE e o bom desempenho da área de seguros. A XP Investimentos classificou o resultado do Bradesco como “misto, mas amplamente construtivo”, destacando a trajetória de recuperação iniciada em 2024.
Já o BTG Pactual mantém o Santander como sua menor preferência, citando o momento de resultados mais fracos no curto prazo, com preço-alvo de R$ 35 em 12 meses.
Perspectivas Futuras
Apesar dos desafios, o Santander ainda apresenta potencial de recuperação no médio e longo prazo, especialmente com a expectativa de queda da Selic e a implementação do projeto Gravity, que visa modernizar a tecnologia e reduzir custos. No entanto, a deterioração da qualidade do crédito e o crescimento fraco da carteira representam obstáculos que precisam ser superados.
Autor(a):
Redação
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