Bradesco em Queda: Banco Busca Recuperar Confiança do Mercado em 2026

Bradesco enfrenta queda drástica nas ações! 🚀 Ações BBDC4 caem 3,48% e investidores questionam recuperação do banco. Será que o “turnaround” é real? 💰

07/05/2026 11:35

4 min

Bradesco em Queda: Banco Busca Recuperar Confiança do Mercado em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Bradesco Busca Recuperar Confiança do Mercado Após Trimestres de Crescimento

Apesar de nove trimestres consecutivos de crescimento, o Bradesco (BBDC4) ainda não conseguiu tranquilizar o mercado financeiro. No início da quinta-feira (7), as ações do banco apresentaram uma forte queda na abertura do pregão da Bovespa, caindo 3,48% e ficando entre as maiores perdas do dia, com um valor de R$ 18,60.

Apesar de um ano com alta de 4% nas ações BBDC4, o cenário atual demonstra que o banco precisa convencer o mercado sobre sua recuperação.

O resultado do primeiro trimestre, com lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões e um Retorno sobre o Patrimônio (ROE) de 15,8%, superou as expectativas iniciais. O Bradesco se destacou como o único dos grandes bancos a apresentar crescimento sequencial de lucro em um ambiente macroeconômico ainda restrito e com sazonalidade negativa.

Segundo o BTG Pactual, o resultado inicial parece sólido, mas com alguns pontos de atenção que precisam ser observados.

A pressão sobre as ações do Bradesco reflete a expectativa elevada para um “turnaround” (retomada). Analistas do BTG e JP Morgan apontam que o banco precisa demonstrar a sustentabilidade desse crescimento. A margem financeira avançou 16,4% em 12 meses, atingindo R$ 20,05 bilhões, superando as estimativas e o desempenho de outros bancos como Itaú Unibanco e Santander Brasil.

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Esse resultado foi impulsionado pela margem com o mercado e, principalmente, pela divisão de seguros, que voltou a ser um motor importante para o banco.

Indicadores Chave do Bradesco (BBDC4) no 1T26

A tabela abaixo apresenta os principais indicadores do Bradesco no primeiro trimestre de 2026:

  • Lucro líquido: R$ 6,81 bilhões
  • ROAE: 15,8%
  • Margem financeira: R$ 20,05 bilhões
  • Carteira de crédito ampliada: R$ 1,09 trilhão

Fonte: Balanço enviado à CVM, consenso Bloomberg e média de projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.

Análise dos Especialistas e Perspectivas

O JP Morgan destacou a combinação de crescimento de receitas com disciplina de custos como a principal surpresa positiva do balanço do Bradesco. A margem financeira avançou significativamente, superando as expectativas e o desempenho de outros grandes bancos.

A XP classificou o trimestre como “misto, mas amplamente construtivo”, enquanto o JP Morgan o considerou positivo, com ressalvas sobre a sustentabilidade de algumas linhas do balanço. Maria Estela Ferraz de Campos, head de crédito da Integral Group, resumiu o resultado como uma recuperação consistente, com foco na qualidade e na expansão da rentabilidade operacional.

A estratégia “step by step” da gestão do Bradesco, que consiste em um “turnaround” gradual, parece estar ganhando tração, conforme destacado pelo BTG Pactual. O banco se destaca como o único grande banco a apresentar crescimento sequencial de lucro no trimestre.

A carteira de crédito do Bradesco tem se expandido de forma mais segura, priorizando a qualidade do crescimento e limpando ativos problemáticos. O JP Morgan observa que o Bradesco tem avançado acima dos pares em segmentos como veículos, cartões e consignado privado.

No entanto, a XP e outros analistas expressam cautela, alertando que o crescimento acima do mercado, combinado com a exposição a clientes de renda mais baixa, pode pressionar a qualidade dos ativos do Bradesco caso o cenário macroeconômico se deteriore.

Apesar do lucro acima do esperado no 1T26, a pressão na qualidade de crédito e a margem líquida abaixo do esperado reforçam a visão neutra para as ações.

Conclusão: Bradesco Busca Consistência para Recuperar Confiança

O Bradesco apresentou um primeiro trimestre de 2026 com resultados positivos, demonstrando crescimento e rentabilidade. No entanto, a reação negativa do mercado indica que o banco ainda precisa convencer o investidor sobre a sustentabilidade desse desempenho.

A busca por um “turnaround” exige consistência e a demonstração de que o Bradesco pode manter o crescimento e a qualidade da carteira de crédito em um ambiente macroeconômico desafiador.

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