BTG Asset Aposta em Otimismo no Mercado de Crédito Privado Após Ajustes

BTG Asset vê otimismo no mercado de crédito privado após ajustes! Gestor Guilherme Mattioli acredita que a crise passou e indica oportunidade para investidores.

06/05/2026 19:40

3 min

BTG Asset Aposta em Otimismo no Mercado de Crédito Privado Após Ajustes
(Imagem de reprodução da internet).

Mercado de Crédito Privado: Otimismo Após Período de Ajustes

O mercado de crédito privado, composto por títulos como debêntures, CRIs, CRAs e CDBs, enfrentou um início de ano desafiador. No entanto, o gestor da BTG Asset, Guilherme Mattioli, expressa otimismo, considerando que o momento mais crítico passou.

Mattioli acredita que não há problemas estruturais profundos na indústria de crédito, descartando uma crise generalizada de empresas e calotes.

Alocação em Renda Fixa Privada: Um Bom Momento

O gestor destaca que o cenário atual representa uma oportunidade para investidores alocarem em ativos de renda fixa privada, após os recentes ajustes nos preços e taxas dos títulos de dívida. A BTG Asset observou um aumento no espaço para alocação, após um período de maior cautela.

O gestor ressalta que, anteriormente, a instituição possuía mais caixa disponível, mas essa situação mudou, abrindo caminho para um movimento mais estratégico de investimento.

Impacto de Eventos e Taxas de Juros

Recentemente, os títulos de renda fixa privada sofreram pressão devido a recuperações judiciais e extrajudiciais de empresas, além de intervenções bancárias, como no caso Master. O aumento do risco de crédito foi agravado pelo aumento da taxa Selic no ano passado, que impulsionou a procura por esses ativos, elevando seus preços e reduzindo suas taxas de juros.

Leia também

Essa dinâmica resultou em spreads achatados, que não remuneravam adequadamente os investidores pelo risco associado aos emissores.

Volatilidade e Mercado Maduro

Mattioli lembra que o mercado de crédito privado é hoje mais líquido do que há dez anos, com um mercado secundário em desenvolvimento. Os títulos de dívida, como debêntures, CRIs e CRAs, são agora impactados por notícias quase tanto quanto as ações negociadas na bolsa de valores.

Eventos macroeconômicos, geopolíticos e o desempenho das empresas influenciam a percepção de risco, afetando os preços dos títulos e as taxas de juros exigidas pelos investidores. Essa situação favorece a gestão ativa de crédito, mas também aumenta a volatilidade dos papéis e fundos que neles investem.

Diversificação e Liquidez com ETFs

O gestor comenta sobre o DEBB11, ETF do BTG Pactual que acompanha o desempenho de um índice de debêntures. O ETF é composto por 211 ativos, focados em papéis indexados ao CDI e emitidos por grandes empresas. Mattioli explica que investir em debêntures via ETFs é mais barato e fácil do que comprar títulos individualmente ou investir em fundos de crédito privado tradicionais.

Além disso, há uma vantagem tributária, pois ETFs não têm come-cotas nem IOF, e o imposto de renda é de apenas 15% quando o prazo médio da carteira é superior a dois anos.

Características dos ETFs

Os ETFs oferecem diversificação e liquidez, permitindo que investidores comprem 211 ativos de uma só vez. As cotas são negociadas em bolsa e a liquidação leva apenas dois dias úteis. Ao contrário de debêntures e fundos de crédito, onde a venda pode exigir descontos significativos e prazos longos, os ETFs proporcionam maior flexibilidade e agilidade.

Apesar da exposição a uma grande fatia do mercado, os gestores podem ajustar as posições em ativos específicos, permitindo uma gestão ativa dentro do ETF.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!