BTG Asset Aposta em Otimismo no Mercado de Crédito Privado Após Ajustes

Mercado de Crédito Privado: Otimismo Após Período de Ajustes
O mercado de crédito privado, composto por títulos como debêntures, CRIs, CRAs e CDBs, enfrentou um início de ano desafiador. No entanto, o gestor da BTG Asset, Guilherme Mattioli, expressa otimismo, considerando que o momento mais crítico passou.
Mattioli acredita que não há problemas estruturais profundos na indústria de crédito, descartando uma crise generalizada de empresas e calotes.
Alocação em Renda Fixa Privada: Um Bom Momento
O gestor destaca que o cenário atual representa uma oportunidade para investidores alocarem em ativos de renda fixa privada, após os recentes ajustes nos preços e taxas dos títulos de dívida. A BTG Asset observou um aumento no espaço para alocação, após um período de maior cautela.
O gestor ressalta que, anteriormente, a instituição possuía mais caixa disponível, mas essa situação mudou, abrindo caminho para um movimento mais estratégico de investimento.
Impacto de Eventos e Taxas de Juros
Recentemente, os títulos de renda fixa privada sofreram pressão devido a recuperações judiciais e extrajudiciais de empresas, além de intervenções bancárias, como no caso Master. O aumento do risco de crédito foi agravado pelo aumento da taxa Selic no ano passado, que impulsionou a procura por esses ativos, elevando seus preços e reduzindo suas taxas de juros.
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Essa dinâmica resultou em spreads achatados, que não remuneravam adequadamente os investidores pelo risco associado aos emissores.
Volatilidade e Mercado Maduro
Mattioli lembra que o mercado de crédito privado é hoje mais líquido do que há dez anos, com um mercado secundário em desenvolvimento. Os títulos de dívida, como debêntures, CRIs e CRAs, são agora impactados por notícias quase tanto quanto as ações negociadas na bolsa de valores.
Eventos macroeconômicos, geopolíticos e o desempenho das empresas influenciam a percepção de risco, afetando os preços dos títulos e as taxas de juros exigidas pelos investidores. Essa situação favorece a gestão ativa de crédito, mas também aumenta a volatilidade dos papéis e fundos que neles investem.
Diversificação e Liquidez com ETFs
O gestor comenta sobre o DEBB11, ETF do BTG Pactual que acompanha o desempenho de um índice de debêntures. O ETF é composto por 211 ativos, focados em papéis indexados ao CDI e emitidos por grandes empresas. Mattioli explica que investir em debêntures via ETFs é mais barato e fácil do que comprar títulos individualmente ou investir em fundos de crédito privado tradicionais.
Além disso, há uma vantagem tributária, pois ETFs não têm come-cotas nem IOF, e o imposto de renda é de apenas 15% quando o prazo médio da carteira é superior a dois anos.
Características dos ETFs
Os ETFs oferecem diversificação e liquidez, permitindo que investidores comprem 211 ativos de uma só vez. As cotas são negociadas em bolsa e a liquidação leva apenas dois dias úteis. Ao contrário de debêntures e fundos de crédito, onde a venda pode exigir descontos significativos e prazos longos, os ETFs proporcionam maior flexibilidade e agilidade.
Apesar da exposição a uma grande fatia do mercado, os gestores podem ajustar as posições em ativos específicos, permitindo uma gestão ativa dentro do ETF.
Autor(a):
Redação
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