BTG Pactual eleva meta da Nvidia (NVDA): O que esperar da “inferência” da IA?

BTG Pactual eleva meta para Nvidia (NVDA)! Saiba por que o banco vê um potencial de 20% e o futuro da IA na inferência. Clique e confira!

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(Imagem de reprodução da internet).

BTG Pactual Atualiza Análise e Define Preço-Alvo para Nvidia (NVDA)

O BTG Pactual (BPAC11) revisou sua perspectiva sobre a Nvidia (NVDA), apontando uma relação risco-retorno bastante atraente para a líder em inteligência artificial (IA). Em um relatório divulgado no último domingo, o banco estabeleceu um preço-alvo de US$ 237 para a ação.

Esse valor sugere um potencial de valorização de cerca de 20% em comparação com as cotações atuais, que giram em torno de US$ 200. O analista Vitor Melo, do BTG Pactual, justificou que isso implica um múltiplo implícito de saída de 21 vezes o lucro projetado para o ano fiscal de 2028, com término em 31 de janeiro de 2028.

O Potencial de Crescimento Além do Treinamento de IA

O banco ressalta que, além da alta demanda atual, que já impulsionou a receita de data centers da Nvidia em 15 vezes desde 2023, o futuro da empresa reside em uma nova área: a inferência.

A inferência é considerada a “próxima etapa da expansão da IA”. Diferentemente da fase de treinamento, que é o aprendizado do modelo, a inferência é a aplicação prática desse modelo já treinado. Espera-se que este mercado cresça a uma taxa composta anual (CAGR) de 44% entre 2024 e 2032.

A Transição da Demanda de IA

Segundo os analistas, o mercado de inferência deve superar o de treinamento em volume até 2029. O crescimento contínuo da IA em aplicações reais e projetos soberanos tende a ampliar a demanda, e não apenas concentrá-la.

Apesar de essa mudança poder alterar a distribuição de gastos entre chips, redes e sistemas, o BTG Pactual acredita que a Nvidia permanece na posição mais exposta à parte mais complexa e economicamente valiosa dessa curva de demanda.

Riscos e Desafios para o Investimento em Nvidia

Apesar do otimismo, o BTG Pactual aponta diversos riscos que os investidores devem monitorar. Estes riscos abrangem frentes competitivas, geopolíticas, operacionais e de mercado, totalizando cinco pontos principais.

Concorrência e Limitações Tecnológicas

Um ponto de atenção é o desenvolvimento de chips próprios (ASICs) pelas grandes empresas de tecnologia, como Google (TPUs), Amazon (Trainium), Meta (MTIA), Microsoft (Maia) e OpenAI (Titan). Esses chips visam reduzir a dependência das GPUs da Nvidia, especialmente no segmento de inferência.

Outro desafio é a possível canibalização da demanda por hardware devido a softwares de eficiência da própria Nvidia, que podem tornar os chips existentes muito mais potentes em certas tarefas. Além disso, avanços em modelos esparsos podem diminuir a carga computacional necessária.

Gargalos de Infraestrutura e Fornecimento

A infraestrutura de energia e os data centers podem não acompanhar o ritmo do crescimento do setor, criando um gargalo potencial. Adicionalmente, a linha de produção da Nvidia é altamente dependente de poucos parceiros, como TSMC para wafers e SK Hynix, Micron e Samsung para memória HBM.

Qualquer problema de rendimento ou necessidade de mudança forçada de fornecedor pode comprometer o cronograma de lançamentos e as margens da companhia. Por fim, os controles de exportação dos Estados Unidos continuam sendo uma restrição significativa para as operações da Nvidia na China, levando o banco a excluir receitas chinesas de seu modelo financeiro até maior clareza regulatória.

Perspectiva Final do Mercado

O cenário apresentado pelo BTG Pactual é de grande potencial, impulsionado pela transição para a inferência de IA. Contudo, a análise exige cautela devido aos riscos competitivos e geopolíticos mencionados. Os investidores devem acompanhar de perto a evolução dessas variáveis para avaliar o risco-retorno da Nvidia.

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