BTG Pactual eleva recomendação para Ambev, prevê alta de 22%

Bevendo a Dúvida: BTG Pactual Eleva Recomendação para Ambev
São Paulo, 26 de Outubro de 2026 – Após 13 anos com cautela em relação à Ambev (ABEV3), o BTG Pactual revisou sua posição, elevando a recomendação para o papel de “neutro para compra” e ajustando o preço-alvo de R$ 17,00 para R$ 20,00.
Essa mudança indica um potencial de valorização de 22% em relação ao fechamento do dia.
Segundo o BTG, a empresa demonstra, finalmente, uma base sólida para crescimento. As ações da Ambev subiram 0,55% na bolsa, atingindo R$ 16,49, enquanto o Ibovespa recuava 0,83%, a 176.341,29 pontos.
Análise Detalhada dos Analistas
“Estamos mudando de opinião agora porque a capacidade da Ambev de impor preços, a principal variável que explica sua criação de valor, sustentada por um portfólio que a concorrência não consegue igualar, finalmente parece estar dando resultados”, declaram os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttila, conforme divulgado em relatório interno.
Competição no Mercado de Cerveja
O BTG avalia que a Ambev, pela primeira vez em mais de uma década, está recuperando participação de receita no mercado brasileiro de cerveja, enquanto a Heineken demonstra sinais de maturidade de ciclo após 15 anos de trajetória ascendente. “Por trás da lata verde, o portfólio da Heineken continua limitado.
Leia também
O da Ambev, em contraste, agora atua de forma granular nos segmentos core, core plus, premium de entrada e premium”, afirma o banco.
Projeções e Expectativas
Com base nos últimos quatro trimestres, o portfólio da Ambev permitiu uma potencial recuperação de participação em valor. A empresa ainda apresenta sub-representação no segmento premium (cerca de 50% de participação), em comparação com 70% no segmento core, segundo o BTG.
No entanto, os analistas acreditam que, com um portfólio consistente, a companhia pode ter conquistado o direito de vencer no segmento premium.
A expectativa é que a Ambev retome o protagonismo em preços em 2025 e no início de 2026, forçando a Heineken a seguir os aumentos de preços, em vez de liderá-los. “O aumento de preços se converte em resultado com necessidade mínima de capital adicional, razão pela qual esse é o principal motor do nosso modelo daqui para frente”, explica o BTG.
Retorno sobre o Capital Investido (ROIC)
A Ambev projeta capturar 1,4 ponto percentual de aumento real de preços por ano no segmento de cerveja no Brasil nos próximos anos, permitindo a maior parte da expectativa positiva de delta de retorno sobre capital investido (ROIC) daqui em diante. O retorno sobre o capital investido (ROIC) da Ambev se recuperou para 31% em 2025 e a projeção indica que ele deve alcançar 37% até o fim da década. “Criticamente, essa expansão é quase inteiramente uma história de giro de ativos: o capital investido permanece praticamente estável até 2030, enquanto as receitas crescem com preços e mix em termos reais”, afirma o BTG.
Autor(a):
Redação
Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real


