Copom Recua Juros? Itaú Alerta para Inflação e Desafios Econômicos em 2026

Copom reduz Selic, mas Itaú alerta: inflação e riscos ainda ameaçam economia! 🚨 Descubra as projeções e o futuro da taxa em 2026.

01/05/2026 11:07

3 min

Copom Recua Juros? Itaú Alerta para Inflação e Desafios Econômicos em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Juros Recuam, Mas Desafios Econômicos Persistem

A recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, anunciada na quarta-feira (29), alinhou-se às expectativas do mercado. No entanto, o Itaú Unibanco aponta para um cenário econômico ainda complexo, com inflação persistente e poucas oportunidades para novas reduções nos juros.

A instituição financeira destaca que o Banco Central mantém o compromisso com um ciclo de flexibilização, em resposta à deterioração do ambiente inflacionário e ao aumento das incertezas, especialmente no âmbito internacional.

Inflação em Ascensão e Projeções Ajustadas

O Itaú revisou suas projeções de inflação, elevando as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 e 2027. A projeção para 2026 subiu de 4,5% para 5,2%, enquanto a projeção para 2027 foi ajustada de 4,1% para 4,3%.

Essa revisão reflete o impacto crescente de combustíveis, impulsionados pelo aumento do preço do petróleo, e alimentos, afetados por eventos climáticos relacionados ao El Niño. A instituição ressalta que o cenário de riscos permanece inclinado para cima.

Selic em 13,25% e Expectativas de Novos Ajustes

Diante desse contexto, o Itaú elevou sua projeção para a taxa Selic ao final do ciclo de cortes, prevendo uma taxa de 13,25% em 2026, anteriormente estimada em 13%. Apesar dessa elevação, o banco acredita que o Copom continuará com o ciclo de flexibilização, embora em ritmo gradual, com a expectativa de um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião.

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Segundo Fernando Gonçalves, superintendente de Pesquisas Econômicas do Itaú, a desancoragem das expectativas de inflação é um ponto crucial de atenção para o Banco Central, especialmente em horizontes de longo prazo.

Flexibilidade e Cenário Externo

O comunicado do Itaú incluiu a possibilidade de ajuste na extensão do ciclo de cortes, além do ritmo, o que amplia a flexibilidade do Banco Central diante do cenário econômico incerto. Gonçalves enfatizou que essa inclusão permite que o Banco Central adapte o tamanho total do processo de flexibilização, dependendo da evolução dos dados econômicos.

A atividade econômica continua resiliente, e o câmbio apresenta um cenário favorável para moedas emergentes, com o dólar projetado em R$ 5,15 em 2026 e R$ 5,35 em 2027.

Desafios Fiscais e Perspectivas de Crescimento

O Itaú manteve suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,9% para 2026 e 1,7% para 2027. Apesar da resiliência da economia no curto prazo, o banco destaca que o ambiente externo volátil e o crédito mais restrito podem limitar uma aceleração mais forte.

A área fiscal continua sendo um ponto de atenção, com projeções de déficit primário em -0,5% e -0,6% do PIB em 2026 e 2027, respectivamente. Parte da melhora nas receitas, impulsionada pelo aumento da produção de petróleo, deve ser utilizada para mitigar o impacto da alta dos combustíveis na economia doméstica.

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