Corte de Juros em 2026: Gestores Revelam Setores que Vão decolar!
Corte de Juros: O que esperar do Mercado de Renda Fixa em 2026? Gestores apontam setores-chave! Descubra os cenários e o impacto na sua carteira.
Corte de Juros e o Mercado de Renda Fixa em 2026
Desde o início do ano, a discussão sobre o corte nos juros tem dominado o universo financeiro. Há incertezas sobre a intensidade desse movimento, se ele será pequeno ou grande, e em qual mês ocorrerá. Essa expectativa é crucial, pois a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, influencia diretamente o custo do dinheiro e o comportamento de empresas e investidores.
Quando a taxa Selic é alta, as empresas enfrentam custos de financiamento elevados, o que pode reduzir o consumo e dificultar o reinvestimento. O corte nos juros tem o potencial de reverter essa situação, tornando o financiamento mais barato para as empresas, impulsionando o consumo e permitindo que elas invistam em seu crescimento.
Análise dos Gestores de Crédito
Para entender melhor o impacto do corte nos juros, a Empiricus, em fevereiro de 2026, consultou 17 dos maiores gestores de crédito do país, que administram R$ 2,3 trilhões. Os gestores avaliaram diferentes cenários de queda de juros e seus efeitos nos setores da economia brasileira.
O resultado principal é que a velocidade do corte é o fator determinante para o sucesso das carteiras de renda fixa neste ano.
Cenários de Corte de Juros
Nos dois cenários analisados, os gestores identificaram quais setores seriam mais afetados. Em um cenário de “queda lenta”, setores como consumo discricionário, agropecuária, transportes e saúde continuariam sob pressão, com perspectivas neutras ou negativas.
Apenas energia (principalmente transmissão), saneamento e o setor financeiro apresentariam resiliência, devido à menor dependência de ciclos de consumo.
Já em um cenário de corte mais agressivo, setores como consumo, imobiliário, saúde, telecomunicações e transportes teriam um salto na percepção de risco e retorno, tornando seus títulos de dívida mais atraentes para os gestores. Até mesmo a agropecuária e o setor industrial veriam uma melhora em seus balanços.
Retorno dos Fundos de Renda Fixa
Em janeiro de 2026, após um mês de “fuga” de capitais em dezembro, os fundos de crédito tradicional e os fundos incentivados apresentaram uma recuperação significativa. Os fundos tradicionais captaram R$ 9,6 bilhões, enquanto os fundos incentivados atraíram cerca de R$ 9 bilhões.
Apesar da entrada de novos recursos, os gestores mantiveram cautela em relação aos próximos seis meses.
No mercado secundário de debêntures tradicionais, o retorno em relação aos títulos públicos é baixo, o que leva muitos investidores a preferir manter seus títulos existentes, aguardando melhores oportunidades. No entanto, para as debêntures incentivadas, o clima é de maior otimismo, tanto para novas emissões quanto para negociações entre investidores.
Autor(a):
Redação
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