CVM Suspende Negociações de Empresas em Recuperação Judicial: Crise Prolongada!

CVM Suspende Negociações de Empresas em Recuperação Judicial! 2W Ecobank, CTSA3/4 e Rossi Residencial ficam fora da bolsa. Saiba mais!

25/05/2026 12:41

3 min

CVM Suspende Negociações de Empresas em Recuperação Judicial: Crise Prolongada!
(Imagem de reprodução da internet).

CVM Suspende Negociações de Empresas em Recuperação Judicial

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) intensificou suas ações contra quatro empresas que tramitam em recuperação judicial. A Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM determinou a suspensão dos registros de negociação dos papéis da 2W Ecobank (TWEN3), Cia Tecidos Santanense (CTSA3; CTSA4), Rossi Residencial (RSID3) e Teka Tecelagem (TEKA3; TEKA4), todas em processo de recuperação judicial.

A decisão se baseia no descumprimento, por mais de um ano, da obrigação de fornecer informações periódicas ao mercado, conforme exigido pela Resolução CVM 80.

Impacto da Suspensão

Essa medida impede que os valores mobiliários dessas empresas sejam negociados em ambientes regulamentados, como a bolsa de valores, o balcão organizado e o balcão não organizado. É importante ressaltar que a suspensão não elimina as responsabilidades legais das empresas, seus controladores e administradores por eventuais infrações anteriores.

A CVM busca garantir a transparência e a proteção dos investidores nesse período delicado.

Caso da Teka Tecelagem: Uma Luta Prolongada

A Teka Tecelagem se destaca por ter uma das recuperações judiciais mais longas do Brasil, iniciada em 2012. Apesar de ter enfrentado a decretação de falência em 2025, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, graças a um recurso apresentado pelo fundo Alumni FIP.

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Esse fundo, em parceria com acionistas minoritários, assumiu o controle da empresa, implementando um novo plano de recuperação judicial que inclui o uso de imóveis da família fundadora para quitar dívidas trabalhistas.

Cia Tecidos Santanense e a Coteminas: Um Cenário Complexo

A Cia Tecidos Santanense voltou à tona nos últimos meses, em meio à recuperação judicial da Coteminas (CTNM3). O novo plano de reestruturação da Santanense prevê a possível alienação de imóveis em Itaúna (MG), incluindo a tradicional fábrica da empresa, um marco histórico e econômico da cidade.

Essa medida ganhou força devido à crise financeira da Coteminas, que entrou em recuperação judicial em 2024 com um passivo superior a R$ 2 bilhões.

Rossi Residencial: Conflitos e Tentativas de Reestruturação

A Rossi Residencial, que viveu seu auge no boom imobiliário dos anos 2000, enfrentou dificuldades financeiras e endividamento elevado após a crise econômica da década passada. A incorporadora entrou em recuperação judicial em 2022, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão.

Nos últimos anos, a empresa foi palco de intensos conflitos societários entre a família fundadora Rossi e o investidor Silvio Tini, que geraram sete arbitragens na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM-B3). As partes finalmente chegaram a um acordo para encerrar as disputas e tentar reverter a situação da empresa.

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