David Neeleman em Risco: Azul e a Incógnita no Futuro da Aviação Nacional
David Neeleman em crise? Azul perde controle e bilionário é afetado! Nova estrutura acionária coloca em risco a fortuna do fundador da companhia. Saiba mais!
David Neeleman e a Complexidade da Aviação
No mundo das finanças, existe um ditado que ressalta a fragilidade de certos negócios: a aviação e o varejo são frequentemente citados como exemplos de setores que realmente testam a resiliência de um empresário. A trajetória de David Neeleman ilustra bem essa ideia.
Ele foi o fundador da Azul (AZUL53) e, após a companhia concluir seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), deixou o controle da empresa, que passou a operar como uma corporation com um controle diversificado.
Como parte dessa nova estrutura societária, as empresas norte-americanas United Airlines e American Airlines devem se tornar acionistas de referência, com participações de aproximadamente 8% cada. A entrada da American ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Apesar de ter perdido o controle da Azul, Neeleman continua envolvido, mantendo o cargo de presidente do Conselho de Administração, enquanto John Rodgerson permanece à frente da gestão da companhia.
O Impacto na Fortuna de Neeleman
Essa mudança não é apenas uma questão societária. Historicamente, a fortuna de David Neeleman estava fortemente ligada à sua participação na Azul. Em setembro de 2025, ele detinha cerca de 67% das ações ordinárias da empresa, segundo dados enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Com a diluição acionária, o peso da Azul em seu patrimônio diminuiu significativamente. Embora ainda não haja uma estimativa oficial, a nova estrutura acionária coloca em xeque sua permanência no grupo dos bilionários, já que a Azul era seu principal ativo.
Quem é David Neeleman
Nascido no Brasil em 16 de outubro de 1959, David Neeleman também é cidadão norte-americano. Ele é mais do que apenas o fundador da Azul; construiu uma carreira criando companhias aéreas ao redor do mundo. Sua jornada começou em 1984, quando cofundou a Morris Air, onde implementou um dos primeiros sistemas de passagens eletrônicas e reservas a distância.
Posteriormente, auxiliou na criação da WestJet e ganhou destaque ao fundar a JetBlue Airways, onde atuou como diretor-presidente (CEO) entre 1998 e 2007.
Em 2015, também participou do consórcio que venceu a privatização da TAP Air Portugal. A criação da Azul (AZUL53) ocorreu em janeiro de 2008, e ele foi seu CEO até 2017. A abertura de capital da empresa, que hoje tem um valor de mercado de aproximadamente R$ 12,8 bilhões, permitiu sua entrada no seleto ranking de bilionários brasileiros.
Em 2024, ele apareceu na lista da Forbes com um patrimônio estimado em R$ 7,9 bilhões, praticamente o dobro do registrado após a oferta inicial de ações (IPO) da Azul, também em 2017.
Autor(a):
Redação
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