FGTS para Dívidas: Ações do Setor Construtivo Caem Livremente na Bolsa
Ações do setor da construção civil despencam com possível mudança no FGTS! Governo analisa liberar o fundo para quitar dívidas integralmente, gerando incerteza
Mercado Imobiliário Reage à Possível Liberação do FGTS para Dívidas
As ações de empresas do setor de construção civil apresentaram forte queda na bolsa de valores nesta segunda-feira (27). O movimento, que começou logo no início da sessão, foi impulsionado por notícias sobre uma possível medida do governo federal que pode alterar a forma como o FGTS é utilizado para quitar dívidas.
A expectativa gerou grande incerteza no mercado, refletida na queda das ações.
A informação, inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo, indicava que o governo estuda liberar o uso do FGTS para quitar o valor total das dívidas, e não apenas realizar descontos parciais. Segundo fontes do Ministério da Fazenda, ouvidas pelo jornal, a liberação do FGTS seria condicionada à quitação integral da dívida, sem a possibilidade de abatimentos.
Essa restrição, no modelo “tudo ou nada”, intensificou a pressão sobre o setor.
Impacto nas Ações do Setor
Empresas como MRV, Direcional, Tenda, Plano & Plano e Cury registraram quedas significativas em seus preços das ações, variando de 3% a mais de 6% por volta das 11h50. A reação do mercado demonstra a preocupação do setor com as possíveis implicações da medida governamental.
Resistência do Setor Já Era Evidente
Apesar da reação inicial, a resistência do setor à proposta não é recente. No início de março, representantes da construção civil já se manifestaram contrários à medida, argumentando que o FGTS é a principal fonte de financiamento para a compra e construção de moradias, especialmente no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
A preocupação reside no impacto que essa mudança pode ter no acesso ao crédito e na demanda por imóveis.
Autor(a):
Redação
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