Home Office em Crise: Trabalhadores Reagem e Preferem Retorno ao Escritório

Trabalhadores rejeitam o home office! Pesquisa aponta que 79% preferem retornar aos escritórios. WeWork alerta: risco de perda de talentos.

06/05/2026 15:51

3 min

Home Office em Crise: Trabalhadores Reagem e Preferem Retorno ao Escritório
(Imagem de reprodução da internet).

Home Office Perde Força: Trabalhadores Preferem Retorno ao Escritório

Uma pesquisa recente da WeWork, em parceria com a Offerwise, revelou um cenário preocupante para o futuro do home office no Brasil. Dados indicam que 63% dos trabalhadores já retornaram aos escritórios, com 79% deles optando por essa escolha impulsionada pelas empresas.

O estudo aponta para uma contradição significativa: apenas 42% dos brasileiros preferem trabalhar remotamente, enquanto 58% estão voltando para o presencial contra a própria vontade.

A principal preocupação expressa pela WeWork, liderada por Beatriz Kawakami, Head de Sales no Brasil, é que essa obrigatoriedade do presencial pode levar à perda de talentos. Kawakami enfatizou que esse processo não deve ser mandatório, ressaltando a resistência dos funcionários, especialmente da geração Z e dos millennials, que priorizam cada vez mais o bem-estar e a flexibilidade.

A integração entre equipes e o contato com os colegas ainda são fatores que atraem os trabalhadores para o ambiente de trabalho presencial, apesar dos “custos silenciosos” que representam barreiras para muitos.

Desafios e Prioridades do Trabalhador Moderno

Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa é a mudança nas prioridades dos trabalhadores. Antes da pandemia, o salário era o principal fator de retenção nas empresas, com colaboradores qualificados buscando a maior remuneração. No entanto, com a busca por uma melhor qualidade de vida, o cenário mudou.

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Ainda é um fator decisivo para mais da metade dos trabalhadores, especialmente com a oferta de bônus por desempenho, mas não é mais o número um para aceitar uma oferta de trabalho.

O plano de saúde se tornou um pilar inegociável para 55% dos colaboradores, enquanto 64% dos brasileiros trocariam de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo que isso significasse um salário menor. Essa tendência reforça a ideia de que o bem-estar é a prioridade, e não apenas o salário, para atrair e reter talentos.

Impacto no Mercado de Trabalho e Estratégias das Empresas

Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork na América Latina, alerta para o risco de um alto volume de movimentação de talentos entre empresas, devido à insatisfação com a volta ao presencial, à priorização do bem-estar e à aceitação de salários menores por mais qualidade de vida.

As empresas precisam convencer que o presencial vale a pena, oferecendo modelos de trabalho que considerem o bem-estar e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, pois esses são os fatores procurados pelos funcionários.

Para Kawakami, as empresas estão se “tapeando” no mercado para reter os melhores talentos. Modelos de trabalho que pensam no bem-estar e equilíbrio da vida profissional e pessoal oferecem vantagens econômicas para as companhias. Uma das necessidades é deixar de tratar o trabalho presencial como uma imposição: o escritório precisa se tornar um atrativo, oferecendo uma experiência similar ou superior à que tem em casa.

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