IGP-M dispara: Inflação do aluguel atinge novo patamar preocupante!

IGP-M dispara e causa alerta! Inflação “do aluguel” atinge 2,73% em abril e pressiona o Brasil. Conheça os impactos do conflito no Oriente Médio e o que isso

29/04/2026 10:41

2 min

IGP-M dispara: Inflação do aluguel atinge novo patamar preocupante!
(Imagem de reprodução da internet).

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), frequentemente chamado de “inflação do aluguel”, registrou um aumento significativo em abril, atingindo 2,73%. Essa variação superou em 0,2% a projeção do mercado e o avanço de 0,52% observado em março, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (29).

O resultado indica uma pressão inflacionária crescente, impulsionada principalmente pelos preços no atacado e pelas consequências do conflito geopolítico no Oriente Médio.

Impacto nos Produtores

A principal responsável por essa aceleração foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a inflação no atacado. O IPA subiu de 0,61% para 3,49% em abril. Segundo Matheus Dias, economista da FGV/Ibre, essa alta está diretamente ligada aos efeitos da guerra na região do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo.

O aumento nos preços da matéria-prima, impulsionado por essa instabilidade geopolítica, elevou quase 6% o grupo de matérias-primas brutas, impactando diretamente os custos de produção.

Inflação no Consumo Também Acelera

Essa pressão inflacionária não se limitou aos custos de produção. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação no varejo, também apresentou um aumento importante, passando de 0,30% para 0,94% em abril. Esse movimento reflete o encarecimento de combustíveis, alimentos e serviços, afetando o poder de compra das famílias.

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A alta do IGP-M, portanto, intensifica a percepção de que os choques externos estão começando a se refletir nos preços que os consumidores pagam.

Construção Civil e Impacto nos Custos

Outro componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), também avançou em abril, de 0,36% para 1,04%. Essa elevação adiciona pressão sobre os custos de obras, contratos imobiliários e reajustes vinculados ao setor da construção civil.

A FGV havia antecipado essa alta no início da semana, refletindo a dinâmica do mercado nesse setor.

Repercussões na Política Monetária

Considerando que o IGP-M é amplamente utilizado para reajustar contratos de aluguel, energia e serviços, a forte alta de abril levanta preocupações sobre a persistência da inflação e seus possíveis impactos na política monetária. O Banco Central pode se mostrar mais cauteloso em relação a cortes nos juros, especialmente diante do aumento dos preços do petróleo e da inflação ainda em curso.

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