Santander Apresenta Lucro Abaixo do Esperado e Desafios para 2026

Santander Apresenta Lucro Ajustado e Desafios no Primeiro Trimestre de 2026
O Banco Santander Brasil (SANB11) iniciou o período de divulgação dos resultados trimestrais dos grandes bancos com um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Apesar do resultado, que representou uma diminuição de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025, a instituição apresentou números inferiores às expectativas do mercado.
O valor divulgado também indicou uma queda de 7,3% em comparação com o quarto trimestre de 2025, um fato que não coincidiu com as projeções da Bloomberg, que estimava um lucro de R$ 4 bilhões.
Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) em Declínio
Um indicador chave acompanhado pelos analistas, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), apresentou resultados abaixo do esperado. O valor final do trimestre foi de 16%, com uma redução de 1,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025 e uma queda de 1,5 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior.
A média de projeções dos analistas do Money Times apontava para um ROE de 16,54%, demonstrando a dificuldade do banco em atingir a meta de 20% que a administração e o mercado almejam para 2028.
Desempenho Financeiro e Pressões Externas
O desempenho do Santander foi impactado por diversos fatores, incluindo o cenário econômico, caracterizado por uma taxa de juros (Selic) elevada e um custo de crédito mais alto. As receitas totais permaneceram relativamente estáveis, somando R$ 21,2 bilhões, com um aumento de apenas 0,9% em relação ao ano anterior e 0,8% em comparação com o trimestre anterior.
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A margem financeira totalizou R$ 16,5 bilhões, com um crescimento de 3,1% no trimestre, mas uma queda de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, sensível ao aumento das taxas de juros.
Cartas de Crédito e Inadimplência em Aumento
A carteira de crédito do banco atingiu R$ 705 bilhões, com uma leve queda de 0,4% em relação ao quarto trimestre de 2025 e um aumento de 3,4% em relação ao ano passado. Segmentos como cartões, crédito imobiliário, financeira e pequenas e médias empresas apresentaram crescimento, enquanto a inadimplência continuou a ser uma preocupação.
O índice de atraso entre 15 e 90 dias subiu para 3,4%, e a inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,3%, indicando maior pressão sobre pessoas físicas de menor renda e pequenas empresas.
Provisionamento e Eficiência Operacional
As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) aumentaram para R$ 6,3 bilhões, refletindo o cenário macroeconômico desafiador e o alto endividamento das famílias. As despesas gerais permaneceram estáveis no trimestre, com um avanço de apenas 0,9% no ano, abaixo da inflação, demonstrando o foco do banco em controlar custos e investir em tecnologia para otimizar a eficiência operacional.
Autor(a):
Redação
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