Instituto Conhecer Brasil e Prefeito Franco Envolvidos em Escândalo de Pagamentos

Instituto Conhecer Brasil e Controvérsias em Convênio com Prefeitura
O Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma organização não governamental (ONG) envolvida na produção de um filme, realizou pagamentos de R$ 1,3 milhão a uma empresa, a Complexsys, que contava com um dirigente da própria instituição como sócio. A operação foi alvo de investigação da Polícia Civil de São Paulo, iniciada em meados de 2026.
Os repasses, que ocorreram em dezembro de 2024, faziam parte de um acordo para a instalação de 5.000 pontos de acesso wi-fi gratuito em comunidades de baixa renda da capital paulista. Eduardo Franco, na época, era tanto sócio da Complexsys quanto dirigente do ICB, gerando preocupações sobre um possível conflito de interesses.
Detalhes do Contrato e Pagamentos
O contrato entre o ICB e a Complexsys, assinado em agosto de 2024, previa serviços de “verificação, análise e validação” dos pontos de acesso à internet, além de suporte e manutenção técnica. André Feldman, outro sócio da Complexsys, representava a empresa nos acordos.
Os pagamentos iniciais, de R$ 821 mil e R$ 480 mil, totalizaram R$ 1,3 milhão.
Cronologia dos Eventos e Investigações
Após a assinatura do contrato, em novembro de 2024, Eduardo Franco tornou-se dirigente do ICB. A partir de dezembro, a ONG iniciou os repasses à Complexsys. Posteriormente, em março de 2025, Franco deixou a sociedade da Complexsys, mas o ICB continuou a fazer pagamentos à empresa até julho de 2025, totalizando R$ 4,1 milhões.
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A investigação aponta que Franco estava à frente da Complexsys desde 2019.
Contexto e Implicações
O ICB é presidido por Karina da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na vida do ex-presidente. A Polícia Civil de São Paulo investiga suspeitas de desvio de verba pública para financiar a produção do filme.
A investigação também aponta para suspeitas envolvendo notas fiscais canceladas emitidas pela Complexsys, utilizadas para justificar despesas na prestação de contas à Prefeitura.
Outras Contratações e Envolvimento da ANC
Além do convênio com a Complexsys, o ICB também contratou Marcelo Machado, dirigente de outra ONG presidida por Karina da Gama, a Academia Nacional de Cultura (ANC). O ICB pagou R$ 50 mil à empresa MM7, de Machado, pela prestação de serviços de “divulgação” a um projeto social.
A ANC também está sob investigação do STF por suspeita de destinação de verbas públicas à produção do filme sobre o ex-presidente.
Autor(a):
Redação
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