Irã e petróleo: crise reacende temores de alta nos preços

Lead: Em 1859, a descoberta de petróleo na Pensilvânia, EUA, marcou o início de uma transformação na matriz energética global, substituindo a madeira e o carvão. A dominação das Sete Irmãs no mercado petrolífero dos anos 1940, o surgimento do contrato futuro em 1983, e a ascensão da internet e da guerra Irã – Iraque moldaram o cenário energético do século XX.
A descoberta de petróleo em 1859, no estado de Pensilvânia, Estados Unidos, representou um ponto de inflexão na história da energia mundial. A partir daquele momento, o combustível se tornou o principal motor da economia global, substituindo gradualmente a madeira e o carvão vegetal, que antes dominavam o setor.
O Domínio das Sete Irmãs
Nas décadas seguintes, o comércio de petróleo se expandiu rapidamente, impulsionado pelo crescente consumo e pela descoberta de novas reservas. O mercado petrolífero era, durante grande parte do século XX, controlado pelas chamadas “Sete Irmãs”, um grupo de empresas que detinham a maior parte da produção e do refino do petróleo.
Essas empresas, como a Exxon, a Mobil e a Texaco, não apenas dominavam o mercado, mas também influenciavam os preços do petróleo, ditando as condições de venda e estabelecendo as estratégias de produção. A influência das Sete Irmãs se estendia por décadas, até que, em 1983, foi criado o primeiro contrato futuro de petróleo.
Eventos Marcantes e Crises
O ano de 1983 também foi marcado por outros eventos importantes, como o lançamento do álbum “Thriller” por Michael Jackson, o lançamento do primeiro console da Nintendo e a oficialização da internet, com a unificação de redes heterogêneas. Além disso, o petróleo WTI (West Texas Intermediate) tornou – se uma referência na proteção contra os choques de preços, causados pela guerra entre Irã e Iraque.
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Atualmente, o Irã se encontra no centro de uma nova crise, envolvendo Israel, Estados Unidos e Líbano, e o mundo novamente se lembra das consequências da instabilidade nos preços do petróleo. O aumento da inflação, a redução do espaço para cortes de juros, a queda nas bolsas de valores e a pressão sobre ações de crescimento são algumas das consequências observadas.
O Investidor em Tempos de Incerteza
Nesse cenário de incerteza, o investidor se torna mais avesso a riscos e busca ativos que possam proteger sua carteira. Uma opção é investir em ações de empresas de commodities, que podem servir como uma camada extra de proteção contra as flutuações do mercado petrolífero.
O colunista do Seu Dinheiro, Matheus Spiess, detalha todo esse cenário em sua nova coluna, oferecendo insights e recomendações para investidores que buscam se proteger contra os riscos do mercado.
Autor(a):
Redação
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