Minerva Foods Aposta em Alívio Tarifário nos EUA e Ibovespa Dispara!

Minerva Foods Dispara com Expectativas de Alívio Tarifário nos EUA
As ações da Minerva Foods (BEEF3) protagonizaram um forte desempenho nesta segunda-feira (11), impulsionando os ganhos do Ibovespa. O aumento de 4,63% nas cotações, que levaram a empresa a fechar o dia a R$ 4,29, refletiu o otimismo em torno de uma possível flexibilização das tarifas de importação de carne bovina pelos Estados Unidos.
O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, registrou uma queda de 1,19%, encerrando a sessão aos 181.908,87 pontos. A expectativa de medidas do governo americano, lideradas pelo presidente Donald Trump, para reduzir os custos da carne bovina no país, foi um fator crucial para o desempenho positivo da Minerva.
Alívio Tarifário e Medidas da Casa Branca
Segundo informações da Bloomberg, citando uma fonte da Casa Branca, o presidente Trump planeja assinar ordens executivas que visam ampliar as importações de carne bovina e incentivar a recomposição do rebanho americano. O The Wall Street Journal também reportou que a Casa Branca considerava suspender, ainda na segunda-feira, as tarifas aplicadas às importações acima da cota anual permitida.
Essa medida permitiria um aumento no volume de carne bovina entrando nos Estados Unidos com taxas de impostos reduzidas.
Minerva e o Mercado Norte-Americano
Para a Minerva Foods, o mercado norte-americano já representa uma parcela significativa da receita. Em 2025, os Estados Unidos contribuíram com 21% da receita bruta de exportação da empresa no quarto trimestre. A situação atual, marcada por um rebanho bovino nos EUA em seu nível mais baixo em 75 anos e pela persistência da inflação, cria um cenário favorável para empresas como a Minerva, que atuam nesse mercado.
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Inflação nos EUA Aumenta Preocupações
Adicionalmente, a inflação nos Estados Unidos continua sendo um ponto de atenção. O índice de preços para gastos pessoais (PCE), principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed), avançou 4,5% no primeiro trimestre de 2026, um aumento em relação aos 2,9% registrados no trimestre anterior.
O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, também subiu 4,3%, superando os 2,7% do quarto trimestre de 2025. Esses dados reforçam a necessidade de medidas para controlar a inflação na economia americana.
Autor(a):
Redação
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