NBIM Investe em IA para Evitar Crises e Controvérsias Globais em Fundos!
Norges Bank aposta em IA para evitar crises! Descubra como a Anthropic desafia Claude na gestão de riscos e investimentos globais. Crises ESG e tensões com EUA!
O modelo de inteligência artificial Claude tem ganhado destaque, gerando preocupações sobre a substituição de ferramentas tradicionais e o impacto em empresas de tecnologia. Em resposta, o Norges Bank Investment Management (NBIM), um dos maiores fundos soberanos do mundo, está explorando novas abordagens com o modelo Anthropic.
O NBIM anunciou nesta quinta-feira (26) que está utilizando o Claude para realizar uma triagem ética e de reputação em seus investimentos. A ferramenta, conhecida por sua capacidade analítica, tornou-se um componente central na estratégia de monitoramento ESG (ambiental, social e corporativa) do fundo, que administra cerca de 1,5% das ações listadas globalmente.
Com um patrimônio de aproximadamente US$ 2,2 trilhões, o fundo está implementando modelos de linguagem de grande escala (LLMs) para avaliar cada empresa no momento em que ela é adicionada ao portfólio. Essa iniciativa visa identificar riscos materiais, como questões relacionadas a trabalho forçado, corrupção ou fraudes, em um prazo de menos de 24 horas após o investimento inicial.
Segundo o CEO do NBIM, Nicolai Tangen, a IA está transformando a maneira como o fundo opera, especialmente em mercados emergentes e com empresas menores, onde a cobertura da mídia internacional é limitada. “Nós frequentemente identificamos e retiramos esses investimentos antes que o mercado reaja aos riscos, evitando perdas potenciais”, explicou.
Controvérsias e Mudanças na Governança Apesar do avanço tecnológico, a postura ética do fundo norueguês tem enfrentado críticas. Em 2025, decisões de desinvestimento baseadas em critérios de direitos humanos geraram tensões diplomáticas com os Estados Unidos.
Em setembro de 2025, o Departamento de Estado norte-americano expressou preocupação após o NBIM retirar investimentos da Caterpillar e de cinco bancos israelenses, alegando um risco inaceitável de contribuição para violações de direitos nos territórios palestinos.
Washington classificou a decisão como baseada em alegações ilegítimas.
Para lidar com a situação, o Norges Bank temporariamente perdeu o poder de excluir empresas ou colocá-las em listas de observação por motivos éticos, aguardando uma revisão completa do seu arcabouço de conduta por um comitê governamental.
Autor(a):
Redação
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