Novas regras da União Europeia complicam viagens com pets para britânicos em 2026? Saiba mais!

Novas regras da União Europeia complicam viagens com pets para britânicos! Saiba o que muda sobre o Certificado de Saúde Animal e o fim dos passaportes antigos.

23/04/2026 15:33

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Cute Jack russell terrier dog with a rubber toy ball inside a tr...

Novas Regras para Viagens com Pets na União Europeia Afetam Residentes Britânicos

A entrada na União Europeia está apresentando requisitos mais rigorosos, e essa mudança não afeta apenas os brasileiros. Os moradores da Grã-Bretanha, além de se adaptarem ao novo sistema de controle migratório do bloco, agora enfrentam regras específicas para viajar com seus animais de estimação.

Desde quarta-feira, dia 22, a União Europeia exige que quem sai da Inglaterra, Escócia ou País de Gales apresente um Certificado de Saúde Animal. Este documento é obrigatório para levar cães, gatos ou furões para os países membros do bloco.

O que é o Certificado de Saúde Animal (AHC)?

O Certificado de Saúde Animal (AHC) é um documento detalhado. Ele precisa conter a identificação do pet, como o microchip, além de comprovar a vacinação antirrábica e outras informações sanitárias exigidas pelo destino.

Na prática, o processo exigido para os cidadãos britânicos espelha o que já é cobrado dos brasileiros. Essa medida é particularmente relevante, considerando que cerca de 60% dos lares britânicos possuíam animais em 2024, segundo a GlobalPETS.

Fim da Validade dos Passaportes Pets Europeus

A nova regulamentação encerra uma brecha que os britânicos utilizavam desde o Brexit: o uso dos passaportes pets da UE. Embora os passaportes emitidos no Reino Unido tenham perdido validade para entrar no bloco, muitos donos conseguiam contornar a regra usando documentos europeus de países como França, Bélgica e Espanha.

Com a mudança, essa alternativa desapareceu. Os passaportes pets europeus agora são válidos somente para quem tem residência principal dentro da União Europeia.

Custos e Burocracia Aumentam para Viajar com Pets

Viajar com animais de estimação tornou-se mais caro e burocrático para os residentes britânicos. O Certificado de Saúde Animal, embora permita viagens recorrentes (se as vacinas estiverem em dia), exige um novo certificado para cada viagem.

Este documento deve ser emitido por um veterinário até dez dias antes da viagem e garante circulação na UE por até seis meses, contanto que o pet não retorne ao Reino Unido nesse período. Um retorno exige a emissão de um novo certificado.

Impacto Financeiro e Limites de Transporte

O custo também representa um impacto no bolso. O Certificado de Saúde Animal varia entre 99 e 350 libras (equivalente a R$ 664 e R$ 2.346). Esse valor é significativamente superior aos passaportes pets europeus, que custavam entre 17 e 85 libras (R$ 114 e R$ 570), segundo o jornal The Sun.

Além disso, houve alteração no limite de animais por veículo. Anteriormente, o limite era individual, permitindo até cinco animais por pessoa. Agora, o máximo é de cinco animais por veículo, independentemente do número de passageiros. É obrigatória autorização escrita se o pet pertencer a outra pessoa.

Procedimento para Brasileiros e a Necessidade de Atenção

Para os donos de cães, gatos e furões, é crucial redobrar a atenção ao planejar viagens para a União Europeia. Sem a documentação correta, os animais podem ser barrados na entrada do bloco.

Para os brasileiros, o procedimento já era conhecido e agora se alinha às novas regras britânicas. Ele começa com a implantação do microchip, que deve anteceder a vacina antirrábica. A vacinação deve ocorrer com pelo menos 21 dias de antecedência da viagem.

Documentação Essencial

Em seguida, é necessário obter um atestado de saúde de um veterinário credenciado. Este documento deve ser validado pelo Ministério da Agricultura (MAPA), idealmente até dez dias antes do embarque. Com tudo isso, o tutor deve solicitar o Certificado Veterinário Internacional (CVI), feito online no site do MAPA.

Ao chegar na Europa, o tutor deve apresentar todos os documentos às autoridades locais. Qualquer divergência pode resultar na recusa de entrada do animal ou em medidas mais severas.

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