Locação de Salas Comerciais Acelera em 2026, Mas Investidores Devem Atenção ao Rendimento?
Locação de salas comerciais dispara, mas o retorno ainda perde para investimentos financeiros! Entenda o comparativo de 2026 e o que esperar do mercado.
Mercado de Salas Comerciais: Locação Acelera, Mas Retorno Ainda Cede para Investimentos Financeiros
Se você possui uma sala comercial desocupada, é um bom momento para colocá-la no mercado. Os valores de aluguel desses imóveis têm subido em um ritmo acelerado, chegando a superar os valores praticados na venda. No entanto, o retorno geral do investimento ainda se mostra inferior à taxa Selic quando comparamos os resultados anuais.
Segundo o Índice FipeZAP, que monitora a variação de preços neste setor, o aluguel de salas e conjuntos corporativos com até 200 metros quadrados teve um aumento médio de 0,89% em março. Em contrapartida, os valores de venda registraram um avanço menor, de 0,30% no mesmo período.
Comparativo de Crescimento: Locação Próxima da Inflação, Venda Mais Contida
Esse movimento coloca a locação praticamente alinhada com a variação da inflação oficial, medida pelo IPCA, que foi de +0,88% no mês. Os valores de aluguel ficaram acima do IGP-M, que apontou uma alta de 0,52% no mesmo intervalo de tempo.
Análise Acumulada de 2026
Olhando para o acumulado do primeiro trimestre de 2026, a diferença entre os dois mercados fica ainda mais clara. Enquanto os preços de venda subiram 0,58%, os valores de aluguel apresentaram ganhos significativos de 3,26%.
No acumulado de 12 meses, os imóveis comerciais mostraram um aumento médio de 2,16% nos preços de venda, contra um crescimento de 10,23% nos aluguéis. Para referência, os índices de comparação registraram variações de +4,14% (IPCA) e -1,83% (IGP-M) no mesmo período.
Rentabilidade: Locação Ainda Perde para Aplicações Financeiras Conservadoras
A rentabilidade média da locação comercial (rental yield) subiu para 7,35% ao ano até março, conforme o índice, superando o retorno visto nos imóveis residenciais, que ficou em 6,05%. Apesar dessa melhoria, o indicador ainda fica abaixo do rendimento de aplicações financeiras consideradas mais seguras.
Com a Selic em 14,75% ao ano, uma aplicação conservadora no Tesouro Selic já oferece um retorno superior para o investidor, tornando o comparativo desfavorável para o mercado imobiliário de locação.
Preços Médios e Destaques por Localidade em Março
De acordo com o Índice FipeZAP, o preço médio de salas e conjuntos corporativos para venda foi de R$ 8.709 por metro quadrado, enquanto para locação, o valor ficou em R$ 51,63 por metro quadrado em março.
Maiores Valores Médios Observados
Na avaliação individual por cidades, os maiores valores médios de venda foram registrados em São Paulo (R$ 10.491/m²), Curitiba (R$ 9.039/m²) e Florianópolis (R$ 8.894/m²). Já no quesito aluguel, São Paulo liderou com R$ 60,31/m², seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 53,22/m²) e Florianópolis (R$ 51,37/m²).
Variação de Preços por Cidade
Entre as dez localidades monitoradas, os destaques de variação em março foram distintos. Na locação, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro apresentaram avanços de 3,70%, 1,97% e 1,55%, respectivamente. Já nos preços de venda, a alta foi mais moderada, com Porto Alegre (+0,87%), Curitiba (+0,66%) e Campinas (+0,61%) liderando o crescimento.
Autor(a):
Redação
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