Petrobras e Braskem: Acordo redefine controle e aponta futuro da petroquímica!
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Petrobras e Braskem: Novo Acordo de Acionistas Define Controle Compartilhado
A Petrobras (PETR4) deu um passo importante na redefinição do controle da Braskem (BRKM5). Em um fato relevante divulgado na noite de quinta-feira, dia 23, a estatal anunciou a assinatura de um novo acordo de acionistas com o Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), ligado à gestora IG4 Capital.
Este pacto estabelece um modelo de controle compartilhado para a petroquímica.
Mudanças no Controle e Posicionamento da Estatal
Este movimento ocorre após a Petrobras decidir não exercer os direitos previstos em um acordo anterior com a Novonor (antiga Odebrecht). A estatal formalizou que não utilizará nem o direito de preferência, nem o *tag along*, mecanismos que permitiriam igualar ofertas pelo controle ou vender sua participação sob as mesmas condições.
Termos do Novo Acordo de Governança
Segundo a companhia, o novo acordo estabelece a “obrigação de obtenção de consenso entre as partes em todas as deliberações do Conselho de Administração e da Assembleia Geral”. Além disso, tanto a Petrobras quanto a IG4 terão o direito de indicar o mesmo número de membros para o conselho e para a diretoria.
Atualmente, a participação da estatal na gestão é restrita. Dos 11 assentos no Conselho de Administração, apenas três são ocupados pela Petrobras, que também não integra a diretoria executiva. A Petrobras comunicou que o acordo será enviado à Braskem para as providências necessárias e entrará em vigor após a transferência das ações.
Estrutura Acionária Pós-Acordo
As duas partes também apresentarão uma proposta de novo estatuto social, alinhado ao modelo de governança proposto. A Petrobras manterá sua participação de 36,1% no capital total da Braskem, o que equivale a 47% do capital votante.
Por sua vez, o FIP Shine passará a deter uma participação de 34,3% no capital social da petroquímica. Juntos, os dois acionistas principais acumularão cerca de 70,4% das ações da Braskem.
Visão de Mercado sobre a Reestruturação
A própria IG4 já havia sinalizado na terça-feira, dia 21, que o acordo visaria uma governança “equilibrada”, com decisões dependentes do consenso entre os sócios e paridade na indicação de executivos. Esse avanço se concretiza após meses de negociações.
A XP Investimentos avalia que a mudança tende a aumentar a influência da Petrobras na condução da Braskem. A corretora afirmou que a conclusão da transação entre Novonor e IG4, somada ao novo acordo com a Petrobras, é um marco para resolver a incerteza de longo prazo sobre o controle da empresa.
Desafios Financeiros e Futuro da Braskem
A reestruturação ocorre em um momento delicado para a Braskem, que enfrenta dificuldades financeiras e está próxima de solicitar proteção contra credores. A petroquímica possui um valor estimado em cerca de R$ 47 bilhões.
A empresa também enfrenta desafios no exterior. No México, a subsidiária negocia com credores o alongamento de dívidas após acumular passivos consideráveis. Além disso, há o passivo ligado ao afundamento do solo em áreas da cidade, gerando despesas bilionárias.
Apesar disso, a IG4 informou que um “novo plano de reestruturação” será apresentado pela nova diretoria executiva assim que assumir suas funções. A reorganização marca mais um capítulo no processo que se desenrola desde 2018, período em que diversos interessados analisaram o ativo.
Autor(a):
Redação
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