Petrobras em queda livre: crise no Oriente Médio abala gigante do Brasil!

Petrobras em queda livre! Ações sofrem com a briga entre EUA e Irã e queda do petróleo. Saiba mais!

04/06/2026 17:30

3 min

Petrobras em queda livre: crise no Oriente Médio abala gigante do Brasil!
(Imagem de reprodução da internet).

A recente queda nos preços do petróleo, impulsionada por sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, impactou negativamente o mercado acionário da Petrobras (PETR3; PETR4). A estatal, que havia experimentado uma forte alta no preço do barril de petróleo desde o início do conflito no Oriente Médio, viu suas ações sofrerem uma correção significativa nesta segunda-feira (25).

O contrato do Brent, referência internacional, registrou uma queda de 6,78%, fechando em US$ 93,42 o barril na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres.

Impacto nos Papéis da Petrobras

O movimento no mercado internacional de petróleo gerou um impacto direto nos papéis da Petrobras. As ações ordinárias (PETR3) caíram 2,91%, atingindo R$ 48,69, enquanto os papéis preferenciais (PETR4) recuaram 2,43%, fechando em R$ 43,40. A ação da Petrobras se tornou a mais negociada da bolsa brasileira, com um volume de 47,2 mil negócios e um giro financeiro de R$ 1,155 bilhão.

A estatal perdeu R$ 16,5 bilhões em valor de mercado, encerrando o dia com uma avaliação de R$ 598,7 bilhões, o menor patamar desde 11 de março.

Desempenho Recente e Perspectivas

Nos últimos meses, as ações da Petrobras haviam acumulado forte valorização, impulsionadas pela escalada do petróleo e pelas incertezas relacionadas à duração do conflito no Oriente Médio. A estatal alcançou 12 recordes de valor de mercado, com o pico histórico registrado em 14 de abril, quando a companhia foi avaliada em R$ 680,1 bilhões.

Leia também

Apesar da correção nesta segunda-feira, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra para as ações da Petrobras, considerando a estatal como sua favorita no setor de petróleo e gás, com um preço-alvo de R$ 62 para PETR4 até dezembro deste ano.

Análise do BTG Pactual

Os analistas do BTG Pactual, Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida, projetam resultados “fortes” para a Petrobras no segundo trimestre de 2026, apoiados pelo Brent em torno de US$ 104 por barril entre abril e junho. Eles destacam que a elevada produção da companhia, a captura integral dos preços mais altos do petróleo e os efeitos do programa de subvenção ao diesel devem favorecer o momento de resultados da empresa.

A instituição financeira também mencionou que a Petrobras implementou medidas para conter a alta dos preços nas bombas, com subsídios estimados entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro de gasolina e cerca de R$ 0,32 por litro de diesel.

Modelo de Subsídios Aprovado

O mercado aguarda a divulgação das regras operacionais pelo Ministério da Fazenda. O modelo adotado é visto de forma positiva, pois preserva a política de preços da Petrobras por meio de subsídios governamentais, evitando interferências diretas na companhia.

O BTG Pactual acredita que essa abordagem é benéfica, mantendo a Petrobras autônoma na definição de seus preços sem a necessidade de intervenção governamental.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!