Petroleiras em alerta: Oriente Médio e Ormuz forçam ajuste nas expectativas do Ibovespa?

Petroleiras em alerta! O que o Oriente Médio revela sobre o futuro do petróleo? Saiba como o cessar-fogo no Líbano e o Estreito de Ormuz afetam suas ações!

17/04/2026 12:56

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Petroleiras em Foco: Investidores Ajustam Expectativas Após Movimentações no Oriente Médio

Se você estava esperando um movimento forte no Ibovespa, é prudente ajustar suas expectativas. Nesta sexta-feira, dia 17, o setor de petroleiras tem testado a paciência dos investidores. O dia começou com um clima de euforia, já que o principal índice da bolsa brasileira atingiu nova máxima intradia, e o dólar operou na mínima da sessão.

Contudo, essa euforia foi passageira. O principal fator de tensão, ou de alívio, depende do ponto de vista, vem do Oriente Médio. O anúncio de um cessar-fogo no Líbano e a reabertura total do Estreito de Ormuz pelo Irã causaram um significativo sell-off nas commodities energéticas.

Queda no Setor de Energia e Impacto Global

As ações de petroleiras caíram em bloco, sendo puxadas pela Petrobras. No início da tarde, as ações ordinárias PETR3 registraram queda de 7,51%, e as preferenciais PETR4 caíram 7,25%. Outras empresas do setor também sentiram o impacto, como Prio (PRIO3), em baixa de 7,32%, e Brava (BRAV3), com recuo de 6,04%.

PetroReconcavo (RECV3) também registrou queda de 4,79%.

No mercado internacional, o petróleo mergulhou. O Brent, referência global e usado pela Petrobras, caiu 12%, sendo cotado a US$ 87,27. O WTI, referência americana, baixou 13%, negociado a US$ 82,06.

Análise da Reabertura do Estreito de Ormuz

Para a StoneX, a reabertura de Ormuz pelo Irã aumenta as chances de normalização dos fluxos de petróleo mundial, pressionando as negociações desta sexta-feira, dia 17. A expectativa é de uma retomada gradual do tráfego de embarcações pelo estreito.

Isso deve contribuir para a recuperação das exportações de commodities energéticas de grandes produtores, incluindo a Arábia Saudita. Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Israel não voltará a bombardear o Líbano e que Teerã removerá todas as minas do estreito.

Desempenho do Ibovespa e Comparativo Internacional

O Ibovespa, que chegou a marcar 198.665,65 pontos no início da manhã, reduziu drasticamente sua velocidade. Próximo às 12h45, o índice lutava para manter os 196 mil pontos, operando em queda de 0,30%. Além da Petrobras, o peso de empresas como Vale (VALE3) e grandes bancos também contribuiu para essa desaceleração.

Em contraste, as bolsas europeias e de Nova York apresentaram ganhos, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes intradia. Esse movimento foi impulsionado pelo alívio nos preços do petróleo e pela notícia da reabertura do Estreito de Ormuz.

Destaques em Outros Setores e Câmbio

No exterior, as ações de petroleiras como ExxonMobil e Chevron caíram até 5% no início da tarde, enquanto as britânicas BP e Shell baixaram cerca de 6%. Em um movimento positivo para o índice brasileiro, as ações de mineração e siderurgia apresentaram alta.

Usiminas (USIM5) liderou com alta de 5,15%, seguida por Gerdau (GGBR4) em 1,72% e CSN (CSNA3) subindo 3,63%.

Quanto ao dólar, quem precisou comprar na sexta-feira, dia 17, comemorou brevemente. A moeda americana acentuou a queda pela manhã, atingindo R$ 4,9543 (queda de 0,77%). No entanto, voltou a ganhar força perto do meio-dia, flertando novamente com a barreira de R$ 5,00.

Perspectivas para o Mercado Financeiro

Operadores de câmbio apontam que o real ainda se beneficia do carry trade, uma operação onde investidores emprestam moedas fortes a juros baixos para investir em países com taxas elevadas, como o Brasil. Esse cenário é visto como favorável, somado a dados de atividade econômica locais resilientes e à cautela demonstrada pelo Banco Central.

Apesar das quedas no setor de energia, o desempenho de setores como mineração e siderurgia manteve o Ibovespa com pontos positivos, mostrando uma diversificação de forças no mercado brasileiro neste dia de negociações.

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