PicPay em Queda, Mas BB Investimentos Projeta Valorização de Até 32%!
PicPay em queda, mas com potencial! BB Investimentos prevê valorização de até 32% na ação (PICS) e destaca a forte concorrência no mercado. Saiba mais!
PicPay: Ação em Queda, Mas com Potencial de Valorização
A ação do PicPay (PICS) está enfrentando um período de correção, com uma queda de 14% desde sua abertura de capital na Nasdaq. Até o momento, essa desvalorização totaliza 6,61%. Apesar desse cenário, o BB Investimentos vê uma oportunidade de ganho de até 32% para o investimento até o final do ano, com base em sua recente cobertura da ação, que iniciou com recomendação de compra.
Contexto do IPO
Criado em 2012 e adquirido pela J&F, liderada pelos irmãos Batista, em 2015, o PicPay se consolidou como o segundo maior banco digital do Brasil em número de clientes, ficando atrás apenas do Nubank. A empresa, que opera exclusivamente nos Estados Unidos, ainda não possui BDR (Brazilian Depositary Receipt), o que limita sua negociação no mercado brasileiro.
Uso do Capital do IPO
O IPO do PicPay, adiado em 2021 devido a condições desfavoráveis, visa fortalecer o capital da empresa e expandir sua capacidade de crédito, além de investir em novas oportunidades de crescimento. Estima-se que R$ 620 milhões serão utilizados para concluir a aquisição da Kovr, uma fintech focada em soluções de pagamentos.
Fatores de Sucesso e Desafios
O BB Investimentos destaca a concentração bancária no Brasil como um fator positivo para o PicPay, devido à menor estrutura de custos da empresa em comparação com os bancos tradicionais. A adoção do Pix e outras inovações tecnológicas também impulsionam o crescimento da fintech.
No entanto, a empresa enfrenta a concorrência de outros players do mercado, incluindo os grandes bancos que estão aprimorando seus aplicativos e ecossistemas.
A receita média por cliente do PicPay é atualmente baixa, em R$ 65 por trimestre, em comparação com os R$ 120 a R$ 150 dos bancos mais consolidados. A empresa tem potencial para aumentar sua receita aprofundando o relacionamento com sua base de clientes, mas a expansão de crédito sempre envolve o risco de inadimplência, especialmente em um cenário macroeconômico incerto.
A carteira de crédito do PicPay está em expansão, o que pode aumentar o custo de crédito e as provisões para calotes. A empresa atua em subsegmentos de maior risco, como jovens sem histórico de crédito e o público desbancarizado. Apesar disso, a expectativa é que a carteira cresça 103% em 2025 e 40% em 2026, com um crescimento de 20% em 2030 e uma carteira de quase R$ 80 bilhões.
Após o ponto de equilíbrio em 2023, o lucro está positivo, mas sem crescimento sequencial. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido, principal métrica para mensuração da rentabilidade de um banco ou fintech) também não parece evoluir, apesar de já se encontrar em patamar sólido.
Mesmo assim, a análise assume que a empresa seguirá crescendo acima do setor bancário tradicional, mas em ritmo decrescente conforme sua escala aumenta. O lucro líquido, estimado para R$ 455 milhões em 2025, deve chegar em R$ 3,61 bilhões em 2030, estima o BB Investimentos, com ROAE de 26,4%.
Autor(a):
Redação
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