Raízen propõe reestruturação de dívida de R 75,3 bilhões a credores

A Raízen (RAIZ 4) apresentou aos credores um plano preliminar de reestruturação, buscando aliviar uma dívida de R 75,3 bilhões. O objetivo é redefinir a estrutura financeira da empresa, oferecendo três opções com impactos significativos no prazo e retorno.
Reestruturação Financeira Proposta
A proposta da Raízen combina a conversão de 45% da dívida em ações a R 0,25 por unidade, com a transformação dos 55% restantes em títulos de dívida com prazos mais longos e taxas de juros diferenciadas. A empresa conta com o apoio de acionistas controladores, incluindo um investimento de R 3,5 bilhões da Shell e R 500 milhões da Aguassanta.
A conversão em ações dilui os acionistas atuais e transfere parte do risco da dívida para o risco da ação, buscando tratamento equivalente entre investidores e controladores.
Diferenciação de Taxas e Prazos
A reestruturação operacional da empresa resultará na criação de duas novas empresas com características de dívidas distintas. A divisão de combustíveis terá juros de CDI + 2,75% ou 8,5% ao ano em dólar, com vencimentos em 2032 e 2034, enquanto a divisão de energia terá juros de CDI + 1,25% ou 7% ao ano em dólar, com vencimentos em 2033 e 2035.
Essa diferenciação reflete o perfil de risco dos negócios e possivelmente benefícios fiscais, proporcionando fôlego no fluxo de caixa para a Raízen e flexibilidade para o credor.
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Garantias e Opções Alternativas
A proposta prevê garantias reais, como penhor de ações de subsidiárias e ativos como planta de lubrificantes e tanques de armazenamento. A Raízen também reserva a opção de pré – pagar as dívidas a qualquer momento, sem prêmio, e estabelece cláusulas para pré – pagamentos obrigatórios em situações específicas.
Além da opção principal, a empresa oferece dois caminhos alternativos: a opção B, com um desconto de 80% na dívida e pagamento único em 2047, e a opção C, com pagamento imediato limitado a R 9.750 por crédito, com um teto global de R 150 milhões.
Próximos Passos e Condições
O plano de reestruturação ainda não é definitivo e precisa ser aprovado pela maioria dos credores. A implementação também depende de um acordo com a Receita Federal sobre passivos tributários, um novo acordo de acionistas entre Shell e Cosan e a execução do plano de separação dos negócios.
Autor(a):
Redação
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