Ricardo Couto bloqueia R$ 730 milhões para obras no interior do Rio? Entenda!

Ricardo Couto bloqueia R$ 730 milhões para obras no interior do Rio. Saiba o motivo da suspensão dos fundos do Fundo Soberano!

21/04/2026 18:05

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(Imagem de reprodução da internet).

Governador em Exercício Bloqueia Verba de R$ 730 Milhões para Obras no Interior do Rio

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, suspendeu a liberação de R$ 730 milhões. Este montante havia sido autorizado pela gestão de Cláudio Castro no final de março para viabilizar obras em dezesseis municípios localizados no interior do estado.

Segundo reportagens divulgadas nesta terça-feira, dia 21, o recurso seria destinado ao Fundo Soberano estadual. Os investimentos previstos incluíam melhorias como pavimentação, sistemas de drenagem e contenção de encostas.

Contexto da Suspensão dos Recursos

A decisão de bloquear os fundos ocorreu porque o governo anterior aprovou o repasse em um período muito curto, nas últimas horas de mandato. Relatos indicam que o conselho gestor do fundo se reuniu em 23 de março, no Palácio Guanabara, pouco antes de Cláudio Castro formalizar sua renúncia.

Esse timing gerou suspeitas na administração interina, que optou por reter os recursos e realizar uma revisão minuciosa de todos os projetos propostos.

O Fundo Soberano sob Revisão

O dinheiro em questão provém do Fundo Soberano do Rio, um mecanismo criado pelo Estado em 2022. Ele utiliza receitas geradas pela exploração de petróleo e gás.

A ideia inicial era usar esses valores para blindar o caixa fluminense contra a volatilidade do mercado de energia e apoiar investimentos de longo prazo. Por isso, a liberação de um valor tão expressivo para obras municipais, no final do governo Castro, chamou a atenção da nova gestão.

Distribuição dos Recursos Bloqueados

Em nota oficial, o governo de Ricardo Couto esclareceu que não havia sido informado sobre o assunto na época e que, por enquanto, não liberaria a verba do fundo. As obras afetadas abrangem dezesseis municípios.

O pacote financeiro estava distribuído entre três secretarias estaduais. A Secretaria de Cidades receberia cerca de R$ 250 milhões. O DER-RJ ficaria com aproximadamente R$ 248,1 milhões, e a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas teria R$ 232,5 milhões para executar projetos.

Municípios Beneficiados pelo Pacote Original

Entre as cidades citadas nas reportagens estão Angra dos Reis, Araruama, Cantagalo, Conceição de Macabu, Cordeiro, Macuco, Natividade, Paty do Alferes, Petrópolis, Rio Claro, Rio das Ostras, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Valença e Volta Redonda.

Assim, a paralisação afeta um conjunto de regiões distintas do Estado.

Aprofundamento da Revisão pela Gestão Interina

Desde que assumiu interinamente, Ricardo Couto tem implementado uma revisão mais abrangente em diversas áreas. Nesta semana, a administração divulgou uma nova onda de exonerações, elevando o número de servidores desligados para 638, segundo a CNN Brasil.

Além disso, o governo promoveu a extinção de subsecretarias e informou que a economia anual acumulada com os cortes se aproxima de R$ 30 milhões. A justificativa apresentada foi baseada em auditorias internas que apontaram falhas funcionais, como a falta de credenciamento institucional e registros de acesso a sistemas.

Impacto Político do Bloqueio

A suspensão dos R$ 730 milhões também intensifica a pressão sobre o legado deixado por Cláudio Castro. O fato de o governo anterior ter aprovado o repasse no fim do mandato, e parte dos projetos passar por áreas ligadas a aliados políticos do ex-governador, torna a revisão de Couto mais profunda.

Essa ação não se restringe apenas às obras. Ela acentua o debate sobre como as decisões foram tomadas pelo governo anterior em sua reta final, refletindo um contexto de revisão mais ampla de toda a máquina estadual.

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