Stablecoins: Crescimento Explosivo na América Latina Impulsiona US$ 324 Bilhões em 2025

Stablecoins Impulsionam Crescimento de Quase 90% na América Latina
O uso de stablecoins experimentou um crescimento impressionante de quase 90% na América Latina em 2025, movimentando cerca de US$ 324 bilhões, conforme revelado pelo relatório “The Stablecoins Surge”, da OpenTrade. Esse avanço significativo tem sido notavelmente liderado por Brasil e Argentina, refletindo uma busca por alternativas financeiras em um contexto de desafios econômicos.
Inflação e Busca por Estabilidade
O crescimento das stablecoins está intrinsecamente ligado à inflação persistente e à desvalorização cambial que afetam a região. Além disso, o acesso limitado ao sistema bancário tradicional impulsiona a procura por soluções financeiras mais acessíveis e rápidas.
O mercado financeiro começa a reconhecer essa mudança no comportamento dos usuários latino-americanos, evidenciando uma nova dinâmica na busca por estabilidade financeira.
Visão de Especialistas e Impacto da Inflação
Stijn Vander Straeten, CEO da Crypto Finance (Grupo Deutsche Börse), destaca que o aumento das stablecoins reflete uma demanda real por estabilidade e agilidade nos transações financeiras. Ele enfatiza que a inflação continua sendo um dos principais fatores que impulsionam a adoção das stablecoins na América do Sul, ao mesmo tempo que o acesso ao dólar digital se torna uma alternativa para preservar o valor dos ativos.
Transações Mais Rápidas e Novos Modelos de Pagamento
Vander Straeten também ressalta que as stablecoins estão transformando o cenário de pagamentos internacionais na região. O sistema tradicional, com seus múltiplos intermediários, pode levar dias para concluir transações, enquanto as stablecoins reduzem esse tempo para minutos ou segundos, diminuindo os custos envolvidos.
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Essa mudança reflete uma nova expectativa dos usuários por liquidação financeira em tempo real, especialmente entre os investidores mais jovens.
Bancos Entram no Mercado e Regulamentação
A visão do executivo é que as instituições financeiras tradicionais estão começando a reconhecer o potencial das stablecoins, não como uma ameaça, mas como uma oportunidade de negócio. O Bradesco, por exemplo, prepara-se para oferecer custódia de criptoativos e stablecoins, marcando um primeiro passo em uma transformação mais ampla que pode incluir trading, tokenização e novos modelos de liquidação.
A regulamentação ainda é um dos principais obstáculos para a adoção em larga escala na América Latina, devido a estigmas associados ao setor cripto e à falta de clareza tributária.
Tokenização de Ativos e o Futuro das Stablecoins
Outro ponto crucial destacado é o impacto das stablecoins na expansão da tokenização de ativos na região. A introdução das stablecoins facilita a entrada de investidores em produtos digitais mais complexos, como fundos tokenizados e títulos digitais, democratizando o acesso a investimentos antes restritos, especialmente em dólar e mercados internacionais.
Para Vander Straeten, a adoção em massa das stablecoins na América Latina pode acontecer em até cinco anos, dependendo diretamente da participação dos bancos, que são essenciais para escalar a tecnologia e consolidar o mercado.
Autor(a):
Redação
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