STF Mantém Deputado Thiago Rangel na Prisão em Caso Polêmico

Supremo Tribunal Federal Mantém Prisão do Deputado Thiago Rangel
Em uma sessão virtual extraordinária, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (7) manter o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) preso, mesmo com a manifestação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O placar da decisão atualiza-se em 3 a 0, aguardando apenas o voto da ministra Cármen Lúcia, que tem até as 19h para se pronunciar.
A decisão segue a prisão determinada pela Polícia Federal na última terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.
Investigação por Fraudes em Contratos Educacionais
A Operação Unha e Carne investiga suspeitas de fraudes em contratos ligados à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. A mesma operação que prendeu o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, em 2025, é a responsável por essa investigação.
O ministro Alexandre de Moraes, na decisão de quarta-feira (6), determinou a manutenção da prisão de Thiago Rangel sem submeter o caso à análise da Alerj, buscando evitar o que ele considera um “sistema de impunidade” para parlamentares.
Preocupações com a Prerrogativa Constitucional das Assembleias
Moraes argumentou que Assembleias Legislativas têm utilizado prerrogativas constitucionais para tentar derrubar prisões de deputados por crimes que não estão relacionados ao exercício do mandato, inclusive em casos envolvendo organizações criminosas.
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A decisão estabelece que a Alerj deve deliberar sobre a manutenção da prisão de deputados estaduais, mas o ministro priorizou a decisão do STF.
Perfil e Atuação de Thiago Rangel
Thiago Rangel, empresário do setor varejista, já estava sob investigação pela Operação Postos de Midas, deflagrada em 2024, que apura fraudes em licitações de postos de combustíveis, além de crimes de organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Ele iniciou sua carreira política como vereador em Campos dos Goytacazes, eleito em 2020, e posteriormente conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com 31.175 votos, filiado ao Podemos.
Outras Atuações e Defesa
Antes de se tornar deputado, Rangel também atuou como superintendente regional do Instituto de Pesos e Medidas do Rio de Janeiro (IPEM-RJ) e diretor de fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ).
A defesa do deputado negou as acusações, afirmando que ele nega a prática de ilícitos e prestará esclarecimentos durante a investigação. Os advogados também ressaltaram que qualquer conclusão antecipada é inadequada sem o conhecimento completo dos elementos que embasaram a medida.
Autor(a):
Redação
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