Bancos propõem reestruturação da Raízen: o que muda na dívida e na gestão?

Bancos credores trazem nova proposta para Raízen (RAIZ4)! Saiba como a reestruturação de R$ 65 bi e a saída de Rubens Ometto podem mudar o futuro da empresa.

20/04/2026 13:53

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(Imagem de reprodução da internet).

Bancos Credores Apresentam Nova Contraproposta para Reestruturar Dívida da Raízen

A Raízen (RAIZ4) recebeu uma nova proposta de seus bancos credores visando reestruturar sua dívida bilionária. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg News, o plano foca intensamente na melhoria da liquidez e em mudanças significativas na governança corporativa da companhia.

Atualmente, a empresa busca evitar um processo de recuperação judicial, após ter formalizado um pedido de recuperação extrajudicial em março. Os passivos totais da companhia somam aproximadamente R$ 65 bilhões, um valor que exige atenção do mercado.

Condições do Novo Acordo: Venda de Ativos e Mudanças no Conselho

O plano apresentado pelas instituições financeiras determina que 30% do capital gerado com a venda de ativos localizados na Argentina seja destinado à amortização da dívida. Além disso, os bancos exigem a saída de Rubens Ometto, fundador da Cosan, da presidência do conselho de administração da Raízen (RAIZ4).

Essa exigência ecoa um pleito anterior de detentores de títulos, que manifestam o desejo de exercer maior influência sobre a gestão da empresa. Diferentemente dos bondholders, que pediram um aporte específico de R$ 8 bilhões, os bancos credores optaram por não estipular um valor fixo nesta etapa da negociação.

Mecanismos de Reestruturação e Pressão do Mercado

A joint venture entre Cosan e Shell atravessa um momento delicado, impactada por investimentos considerados agressivos e por quebras de safra decorrentes de fatores climáticos e incêndios. Um dos mecanismos mais debatidos é o debt-to-equity swap.

Este modelo sugere a conversão de 45% da dívida em participação acionária equivalente a 90% da empresa. Caso implementado, o acordo transformaria os credores nos principais controladores da Raízen (RAIZ4), diminuindo consideravelmente o poder dos acionistas atuais.

Impacto das Decisões e Próximos Passos

Para acelerar uma solução, grandes bancos como Itaú Unibanco e Bradesco sinalizaram o corte de crédito para outras empresas do grupo Cosan. Os aportes já confirmados pela Shell, no valor de R$ 3,5 bilhões, e pela Cosan, com R$ 500 milhões, buscam dar um fôlego operacional à companhia.

O mercado acompanha de perto os próximos movimentos, especialmente após as agências de risco S&P, Moody’s e Fitch terem rebaixado recentemente o rating da empresa. A recuperação extrajudicial, por sua vez, assegura a suspensão temporária dos pagamentos por um período de 90 dias, enquanto as partes buscam um consenso definitivo.

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