Deolane Bezerra Envolvida em Lavação de Dinheiro do PCC: Nova Operação Revela Detalhes

Deolane Bezerra presa em operação do PCC! Investigação aponta conexões com esquema de lavagem de dinheiro. A influenciadora é alvos de buscas e apreensão.

29/05/2026 00:30

3 min

Deolane Bezerra Envolvida em Lavação de Dinheiro do PCC: Nova Operação Revela Detalhes
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação Policial Revela Conexões de Deolane Bezerra com Esquema de Lavagem de Dinheiro do PCC

Uma operação policial em Alphaville, região nobre da Grande São Paulo, resultou na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, em um condomínio de luxo onde ela residia. A investigação, conduzida pela Polícia Civil e com apoio do Ministério Público, apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O caso se desenrola no residencial Tamboré 1, um dos condomínios mais exclusivos de Barueri, onde Deolane possui uma mansão de alto padrão.

O imóvel, adquirido em abril de 2024, ostenta uma estrutura impressionante, com 1.520 metros quadrados de terreno e 847 metros quadrados de área construída. A casa oferece quatro suítes, um espaçoso jardim com jacuzzi, churrasqueira, academia, salão de festas e uma garagem coberta para dez veículos.

Os valores dos imóveis no Tamboré 1 variam significativamente, com preços que podem chegar a R$ 60 milhões, e a taxa mensal do condomínio é de aproximadamente R$ 2 mil.

O condomínio Tamboré 1 é conhecido por abrigar personalidades do mundo do entretenimento e da influência. Nomes como Carlinhos Maia, Camila Loures e o cantor Fiuk também residem na área, o que torna o local um ponto de encontro de celebridades e influenciadores digitais.

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A proximidade entre Deolane e Fiuk, que já tiveram um relacionamento público, também foi motivo de repercussão nas redes sociais.

A investigação em curso busca desvendar a ligação entre Deolane e o PCC, através da análise de movimentações financeiras. A prisão da influenciadora ocorreu no âmbito de uma investigação sobre uma transportadora apontada como braço financeiro da facção criminosa.

A empresa era utilizada para dificultar o rastreamento de recursos provenientes do PCC.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra, além de ordens de busca e apreensão em outros imóveis ligados à influenciadora. A operação também mira integrantes do alto escalão do PCC, incluindo Marco Herbas Camacho, o Marcola, e Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do esquema.

Ao todo, foram autorizados seis mandados de prisão preventiva e a apreensão de ativos financeiros e veículos.

Investigações anteriores, iniciadas em 2019, com a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, revelaram a estrutura financeira da facção. A apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador central da estrutura, revelou depósitos direcionados a contas ligadas a Deolane e Everton “Player”.

A polícia também identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda formal da influenciadora, incluindo depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro.

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