Dólar em Risco: Especialista Alerta para Limite de Desvalorização do Real

Dólar em Queda: Especialista Prevê Limite para Desvalorização
A recente queda do dólar, com a moeda fechando em R$ 4,9824 na última terça-feira (28), tem sido vista como um bom momento para quem acompanhou a sua trajetória acima de R$ 6. Essa desvalorização, que também inclui perdas de mais de 3,4% no mês, reacendeu a esperança de que o real possa voltar a patamares mais baixos, como em março de 2024, quando a moeda estava abaixo de R$ 5.
No entanto, o analista Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, acredita que essa desvalorização está próxima do seu limite. Em entrevista ao podcast “Touros e Ursos”, do Seu Dinheiro, Menezes estima que o ponto de ruptura para o dólar esteja em torno de R$ 4,90.
Ele ressalta que, apesar do apoio de fatores externos, como o aumento dos preços do petróleo e a alta das taxas de juros, existem obstáculos estruturais que impedem uma queda mais acentuada da moeda.
Um desses obstáculos é o déficit em conta corrente, projetado em torno de 2,5% a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), considerado um nível elevado para países emergentes. Isso significa que o Brasil continua enviando mais dólares para o exterior do que recebe, necessitando atrair capital estrangeiro constantemente para equilibrar essa balança.
Além disso, Menezes pondera que o cenário político, embora possa gerar pressão positiva sobre o dólar em um cenário de alternância de poder, tende a ser passageiro.
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Fatores que Influenciam a Taxa de Juros e o Futuro do Real
O futuro do real também está atrelado às decisões do Banco Central e do Congresso. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, mas Menezes alerta que esse espaço é limitado, devido à persistência de uma inflação elevada e à resiliência da economia.
O gestor destaca que o chamado “juro neutro“, o nível que equilibra a economia sem estimular ou frear demais, pode estar mais alto do que se pensava.
Análise do Cenário Econômico e Escolhas de Ativos
Em outra parte do programa, “Touros e Ursos”, foram destacados os ativos que se apresentaram com melhor e pior desempenho na semana. O Partido Republicano e Donald Trump foram apontados como “Ursos” devido aos impasses nas negociações de paz no Oriente Médio, refletindo uma mudança regulatória que enquadra os mercados preditivos como apostas online.
Entre os “Touros”, a Hapvida (HAPV3) se destacou com alta de 20% no mês, embora ainda seja uma tese controversa no mercado. Alfredo Menezes também recomendou o Citigroup, considerando o banco subvalorizado e com potencial de ganho de eficiência. No setor de tecnologia, Nvidia e Intel também chamaram a atenção, impulsionadas pelos resultados da Nvidia e pela recuperação da Intel na corrida por chips de inteligência artificial.
Autor(a):
Redação
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