Fundo da Paz em Gaza: Bilhões em Promessas e Crise Financeira Revelada

Fundo da Paz em Gaza: Bilhões prometidos, mas Gaza ainda em crise! Trump busca reconstrução, mas projeto enfrenta impasse jurídico e político. Saiba mais.

02/06/2026 10:20

3 min

Fundo da Paz em Gaza: Bilhões em Promessas e Crise Financeira Revelada
(Imagem de reprodução da internet).

Fundo da Paz em Gaza: Promessas Bilionárias, Mas Sem Dinheiro em Circulação

O fundo oficial criado para financiar a iniciativa do ex-presidente Donald Trump, voltada para a reconstrução de Gaza, ainda enfrenta um impasse crítico. Apesar de promessas de um montante total de US$ 17 bilhões, a estrutura não recebeu os valores esperados através do mecanismo formal do Banco Mundial.

O Financial Times reporta que o projeto está preso em um impasse jurídico e político, impedindo o avanço na execução de projetos essenciais no território palestino.

Conselho da Paz e seus Objetivos

O Conselho da Paz foi lançado em janeiro, com grande visibilidade midiática, e apresentou-se como uma das organizações internacionais mais relevantes. Sua missão era coordenar a reconstrução de Gaza após dois anos de conflito, com três objetivos principais: desarmar o Hamas, garantir a retirada das forças israelenses e iniciar a reconstrução do enclave.

O plano original previa um pacote de US$ 7 bilhões de países membros e US$ 10 bilhões dos Estados Unidos.

No entanto, o fundo oficial ligado ao Banco Mundial permanece sem recursos. A situação expõe a dificuldade em transformar promessas de bilhões em ações concretas no terreno. A falta de transparência também se agrava com a utilização de doações paralelas, direcionadas diretamente a uma conta do Conselho no JPMorgan, fora do controle do Banco Mundial.

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Ações em Andamento e Obstáculos

Apesar da falta de recursos no fundo principal, algumas iniciativas foram financiadas através de doações paralelas. Por exemplo, o Marrocos contribuiu com US$ 3 milhões e os Emirados Árabes Unidos com US$ 20 milhões, que financiaram o escritório do enviado especial Nickolay Mladenov e a administração do comitê técnico palestino responsável por administrar Gaza.

Outros repasses, como um aporte de US$ 100 milhões dos Emirados Árabes Unidos para treinar uma nova força policial e US$ 1,2 bilhão do Departamento de Estado dos EUA para projetos relacionados à agenda do Conselho, permanecem congelados. O Departamento de Estado está considerando liberar US$ 50 milhões diretamente ao Conselho, mas essa decisão depende da implementação de controles financeiros e sistemas de governança adequados.

Governança e o Futuro do Projeto

Um assessor do Congresso afirmou que “nenhum dólar” está sendo gerido pelo Conselho, e que não há planos de transferir a gestão desses recursos. A situação revela a distância entre os compromissos anunciados e a realidade do projeto. A reconstrução de Gaza depende, portanto, da definição de mecanismos de governança, transparência e controle financeiro para que as promessas bilionárias possam ser transformadas em ações concretas no território palestino.

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