IBGE: Inflação no IPCA cai 0,16% em junho de 2026

A inflação, medida pelo IPCA, apresentou um desempenho abaixo das expectativas em junho de 2026, com um aumento de 0,16% no mês. O resultado, divulgado pelo IBGE, reacendeu debates sobre o controle da inflação no país.
Desempenho do IPCA em Junho de 2026
O índice de junho, que acumula 4,64% na base de 12 meses, ficou significativamente aquém das projeções da Reuters, que estimavam um avanço de 0,31% no mês e 4,80% no acumulado de 12 meses. A principal razão para essa diferença reside na desaceleração dos preços dos alimentos, que atuaram como um importante amortecedor.
A análise detalhada do comportamento dos preços nos diferentes grupos de bens e serviços revela nuances importantes para a compreensão do cenário inflacionário.
Impacto dos Grupos de Bens e Serviços
A categoria Habitação se destacou como o grupo com maior peso no resultado, impulsionada por um avanço de 0,63%, o que gerou um impacto de 0,10 ponto percentual no índice geral. No entanto, essa taxa desacelerou em relação ao mês anterior, quando havia registrado um aumento de 1,22%.
A energia elétrica residencial, com um aumento de 1,53% em junho, representou o principal fator individual de pressão sobre o índice, refletindo o impacto da bandeira tarifária amarela, que adiciona R 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Essa variação apresentou diferenças regionais, com um reajuste de 15,10% no Rio de Janeiro.
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Despesas pessoais, saúde e transportes também apresentaram variações, com destaque para o aumento de 0,25% nas despesas com empregados domésticos e serviços de cabeleireiros. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou um avanço de 0,23%, influenciado pela alta nos planos de saúde, em linha com o teto de 5,11% autorizado pela ANS.
Transportes apresentou uma variação de 0,17%, com um aumento de 7,12% nas passagens aéreas, mas atenuado pela queda de 0,48% nos combustíveis, que incluem etanol, óleo diesel, gás veicular e gasolina.
Alimentos: O Principal Alívio
O grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável por aliviar a pressão inflacionária, com uma retração de 0,24% em junho, após um aumento de 1,33% em maio. Essa queda foi impulsionada pela redução de 3,72% no preço do café moído, além de recuos nas frutas e carnes.
Apesar de alguns itens, como o feijão – carioca e a batata – inglesa, apresentarem altas, o desempenho geral do grupo alimentício contribuiu significativamente para a desaceleração do IPCA.
A desaceleração na alimentação fora do domicílio, com um aumento de 0,15% em junho, em comparação com 0,49% em maio, também contribuiu para o resultado final.
Autor(a):
Redação
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