Jackson Pollock: Obra Leiloeada por US$ 1 Bilhão em Nova York!

Obra de Jackson Pollock Leiloeada por US$ 1 Bilhão em Nova York
Uma tela de mais de três metros, coberta por respingos pretos e pinceladas vermelhas, alcançou um valor histórico no mercado de arte. A Christie’s realizou um leilão no Rockefeller Center, em Nova York, na segunda-feira, 18, onde a obra “Number 7A”, de 1948, de Jackson Pollock, foi vendida por US$ 181,2 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão).
Com esta venda, a pintura se tornou a mais cara já leilada do artista americano, consolidando sua posição entre as quatro obras mais valiosas já negociadas em leilão, segundo a ARTnews.
O resultado do leilão demonstra um retorno de interesse por grandes nomes do modernismo, um movimento que ganha força no mercado internacional. Colecionadores e investidores estão voltando a valorizar artistas como Pollock, Rothko e Miró, que se encaixam em um grupo conhecido como “blue chip”, caracterizado por obras consolidadas, historicamente relevantes e com menor risco de desvalorização.
Brâncuși e Rothko Também Batem Recordes
A noite de leilões também foi marcada por outros recordes históricos. O bronze “Danaïde”, de Constantin Brâncuși, alcançou US$ 107,6 milhões (R$ 543,8 milhões), enquanto uma pintura de Mark Rothko chegou a US$ 98,4 milhões (R$ 497 milhões).
Esses resultados refletem a crescente demanda por obras de arte de alta qualidade e a busca por investimentos seguros em um cenário econômico global instável.
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Contexto Econômico e Valorização da Arte
O movimento de valorização de artistas modernistas ocorre em meio a uma inflação persistente e tensões geopolíticas, o que leva grandes fortunas a buscarem ativos como proteção patrimonial. A oferta limitada de obras desses artistas, concentradas em museus e coleções privadas, contribui para o aumento de seus preços.
A Christie’s destaca que a obra “Number 7A” de Pollock representa o momento em que o pintor “se liberta das amarras da pintura convencional de cavalete” e cria uma das primeiras obras verdadeiramente abstratas da arte moderna.
Relevância Contínua de Pollock
Jackson Pollock (1912-1956) revolucionou a pintura nos anos 1940 ao abandonar técnicas tradicionais e criar o método de “drip painting”, no qual lançava tinta sobre telas posicionadas no chão. Sua linguagem visual se tornou uma das mais reconhecíveis e imitadas da história da arte do século XX.
A obra “Number 7A” representa justamente o momento em que o pintor “se liberta das amarras da pintura convencional de cavalete” e cria uma das primeiras obras verdadeiramente abstratas da arte moderna.
Em 2021, a obra “Number 17, 1951” alcançou US$ 61,2 milhões (R$ 309,37 milhões na conversão atual) e estabeleceu o recorde anterior do artista em leilão. Em apenas cinco anos, o valor máximo pago por um Pollock praticamente triplicou. Mesmo assim, o mercado privado já operava em outro patamar.
Em negociações fechadas, algumas obras do pintor teriam ultrapassado US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão na conversão atual) ainda em 2015. Mesmo 70 anos após sua morte, Pollock continua como um dos artistas mais disputados, e caros, do planeta.
Procedência e Mercado de Luxo
A origem das obras também ajuda a explicar os preços recordes. “Number 7A” integrava a coleção pessoal de S. I. Newhouse Jr., magnata da mídia americana e um dos colecionadores mais influentes do século XX. No mercado de arte, a procedência funciona quase como um selo extra de prestígio.
A sequência de recordes registrada em Nova York também revela um movimento curioso no universo do luxo. Enquanto setores tradicionais enfrentam desaceleração, o mercado de arte continua atraindo cifras cada vez maiores.
Autor(a):
Redação
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