Magazine Luiza em crise: resultados ruins e projeções alarmistas chocam mercado

Magazine Luiza Apresenta Resultados Fracos e Projeta Recuperação
Apesar do entusiasmo inicial demonstrado pelo CEO Fred Trajano na inauguração da empresa, a teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre de 2026 revelou um cenário mais sombrio. A reunião, realizada na manhã desta sexta-feira (8), apresentou um tom menos otimista, conforme apontam análises do JP Morgan e do BTG Pactual.
O balanço divulgado pela companhia evidenciou um desempenho fraco, impulsionado principalmente pela desaceleração do e-commerce e pela manutenção de altas taxas de juros.
Um fator crucial que contribuiu para o resultado negativo foi o peso das despesas financeiras, agravado pela Selic em patamares elevados. Trajano enfatizou que a empresa continua focada em rentabilidade e disciplina operacional, buscando preservar as margens em um ambiente de consumo online desafiador e em categorias consideradas discricionárias.
A estratégia da empresa se concentra em evitar guerras de preços no e-commerce, buscando manter a competitividade.
A empresa tem adotado uma postura estratégica, desacelerando as vendas online via 3P, onde atua como plataforma intermediária, para evitar disputas acirradas no segmento. Empresas como o Mercado Livre (MELI34) têm priorizado o crescimento em detrimento da rentabilidade, investindo pesadamente e pressionando as margens.
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A queda nas ações do Magazine Luiza no Ibovespa, com uma variação de quase 8,69%, refletiu a preocupação do mercado com os resultados.
Além dos juros, o executivo apontou que as vendas em lojas físicas também foram afetadas por eventos climáticos, especificamente a queda nas vendas de ar-condicionado e ventilação devido a um verão mais frio e chuvoso do que o ano anterior. A indústria de hardware também sofreu com o aumento do custo da memória, impactando a agressividade comercial e as vendas nesses segmentos.
Espera-se que essa situação se normalize no próximo trimestre.
Trajano expressou otimismo em relação ao segundo trimestre, considerando-o um ponto de virada, especialmente no crescimento do online. A Copa do Mundo, que costuma ser um período positivo para o Magazine Luiza, também é um fator a ser considerado.
Além disso, o CEO espera que as quedas nas taxas de juros, previstas para o segundo semestre, traga alívio financeiro para a empresa, com um potencial de redução de despesas entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões a cada corte de 1 ponto percentual na Selic.
Autor(a):
Redação
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