Ouro em Alta e Queda: Especialistas Alertam Sobre o Futuro do Metal Precioso em 2026

Ouro brilha e depois se apaga? Especialistas analisam a valorização do metal precioso em 2026 e alertam sobre o futuro. Descubra os fatores que impulsionaram o

08/05/2026 07:33

4 min

Ouro em Alta e Queda: Especialistas Alertam Sobre o Futuro do Metal Precioso em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Ouro Brilha e Depois Se Apaga: Análise de Especialistas Sobre o Metal Precioso em 2026

O ano de 2026 testemunha um cenário financeiro global em transformação, com o ouro emergindo como um protagonista de destaque. Após um 2025 surpreendentemente positivo, marcado por uma valorização superior a 60% e a quebra da barreira dos US$ 5.000 por onça-troy, o metal precioso continuou seu desempenho favorável, acumulando uma alta de 20% apenas nos meses de janeiro e fevereiro.

No entanto, essa trajetória ascendente foi interrompida por uma recente queda que reduziu a cotação para os atuais US$ 4.700.

Para muitos investidores, esse recuo representa um sinal de cautela. Benjamin Mandel, chefe de análise da Jubarte Capital e ex-economista do Federal Reserve com um doutorado em Economia, apresenta uma visão diferente. Ele acredita que o ouro é um investimento de longo prazo, impulsionado por diversos fatores. “A tendência subjacente do ouro foi amplificada em 2025 por pelo menos um driver, que foi a entrada de compradores de varejo”, explica Mandel. “Os ETFs bombaram, criando uma demanda extra e um excesso que puxou o preço para cima.

Surfamos essa onda, compramos essa tese e continuamos nela”.

O Papel dos Bancos Centrais e a Busca por Alternativas

A demanda por ouro não se limita à especulação. Entre 2022 e 2025, os bancos centrais globais dobraram suas compras, acumulando mais de 3.200 toneladas do metal precioso. Esse comportamento é motivado pela busca por segurança em um mundo onde as moedas são frequentemente utilizadas em sanções.

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O ouro é o único ativo que não depende de governos, conferindo uma proteção valiosa aos portfólios.

“O ouro tem uma narrativa de longo prazo super construtiva”, afirma Mandel. “Há muita demanda vindo dos bancos centrais e dos investidores globais. Todo mundo está procurando uma alternativa ao dólar. O ouro se mostrou o ativo mais sensível a essa tendência de longo prazo.

Essa tendência vai continuar”. A pressão adicional vem da crescente dívida pública dos EUA, que ultrapassou os US$ 37,6 trilhões em 2026, levando o mercado a buscar o ouro como uma reserva de valor contra a desvalorização do dólar e a inflação.

O Impacto da Volatilidade e a Correção do Mercado

É importante notar que a queda recente do ouro foi influenciada por um fenômeno técnico do mercado, conhecido como “flush”. Em momentos de crise de liquidez, investidores tendem a vender ativos para obter caixa rapidamente, e o ouro não foi exceção.

Bancos centrais, em particular, também contribuíram para essa venda, mitigando o choque negativo no mercado. Mandel ressalta que “Esse movimento é interessante porque o ouro é um hedge geopolítico, mas sofreu neste evento. Mas uma parte importante dessa história é que os bancos centrais venderam o metal no momento de estresse para mitigar o choque negativo.

Não foi um seguro contra o choque, porque em momentos de choque às vezes a gente tem que vender”.

Apesar desse tropeço, Mandel acredita que o ouro continua sendo o ativo mais sensível à tendência global de diversificação fora do dólar. Ele prevê uma retomada da tendência de longo prazo, com o preço da cotação voltando a subir. “O preço deve retomar a tendência de longo prazo.

Daqui a dois anos, vamos ver que o momento atual foi uma oportunidade de comprar. O fundamento não mudou e deve durar alguns anos”, diz Mandel.

Investindo em Ouro em 2026: Opções e Estratégias

Considerando a oportunidade de compra identificada por Mandel, a diversificação da carteira com uma parcela em ouro é recomendada pela maioria dos analistas. Para isso, não é necessário possuir o metal físico. Uma forma simples de investir é por meio de ETFs, que acompanham índices de mercado e têm cotas negociadas em bolsa, com taxas de administração baixas e alta liquidez.

No Brasil, existem sete ETFs com exposição ao ouro. Quatro deles – GOLB11, GLDI11, GOLX11 e OURO11 – acompanham o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold B3), um indicador que reflete a rentabilidade de uma exposição comprada em contratos futuros de ouro.

Outros três ETFs – GOLD11, GLDX11 e AURO11 – investem em ETFs estrangeiros com exposição ao ouro. Esses ETFs oferecem uma forma acessível e fácil de investir no ouro, protegendo o investidor da volatilidade cambial e aproveitando a tendência de longo prazo do metal precioso.

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