Mercosul-UE: Novo Acordo Promete Crescimento Econômico e Vantagens para o Brasil

Acordo Mercosul-UE Entra em Vigor com Potencial para Crescimento
Após anos de negociações, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) finalmente se tornou realidade em 1º de janeiro de 2026. O tratado representa um marco significativo para ambos os blocos econômicos, com a promessa de impulsionar o comércio e o investimento entre os países membros.
O acordo visa eliminar tarifas alfandegárias para exportações e importações de forma gradual, beneficiando empresas brasileiras que agora podem exportar produtos com tarifas reduzidas ou zeradas.
Detalhes do Acordo e Cronograma
O acordo envolve os quatro membros fixos do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e os 27 países que formam a União Europeia. Os dois blocos combinam um volume econômico impressionante, com cerca de 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões (equivalente a R$ 109 trilhões na cotação atual).
A aplicação do acordo ocorre de forma provisória, sob a decisão da Comissão Europeia, com o Parlamento Europeu encaminhando o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode levar até dois anos para ser concluído.
Benefícios Imediatos e Setores em Destaque
Inicialmente, 2.900 produtos brasileiros se tornarão isentos de tarifas, incluindo bens industriais, alimentos como frutas, sucos, peixes e café. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que mais de 80% dos produtos vendidos pelo Brasil para a Europa passarão a ser isentos logo no início da implementação.
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Setores como o de alimentos e bebidas, com produtos de maior valor agregado, podem se beneficiar significativamente, aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado europeu.
Papel da ApexBrasil e Investimento Estrangeiro
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) destaca que, apesar da cifra bilionária já alcançada no comércio bilateral entre Brasil e UE, o Brasil representa apenas 1,6% das importações europeias, indicando um potencial significativo para expansão.
O gerente de inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ferreira, ressalta que “há um potencial significativo a ser explorado, especialmente em produtos de maior valor agregado”. Além disso, a União Europeia é um dos principais investidores no Brasil, com um estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 464,4 bilhões (R$ 2,3 trilhões) em 2024, representando 40,7% do total no país, com forte presença em setores como indústria, energia e tecnologia.
Foco em Pequenas e Médias Empresas
Um capítulo exclusivo do tratado é dedicado às pequenas e médias empresas (PMEs), reconhecendo sua importância para as economias dos dois blocos. O acordo visa reduzir barreiras não tarifárias e garantir o acesso à informação e suporte para essas empresas, com a criação de portais online públicos e gratuitos reunindo dados para quem deseja exportar.
Especialistas apontam que as PMEs representam menos de 1% do valor exportado e são mais concentradas no mercado interno, mas veem uma oportunidade de crescimento no comércio internacional, especialmente no setor de alimentos e bebidas premium.
Autor(a):
Redação
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