Natura Registra Prejuízo Histórico e Queda Drástica na Receita em 2026

Natura Registra Queda na Receita e Prejuízo no Primeiro Trimestre de 2026
A Natura (NTCO3) apresentou resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 marcados por uma queda significativa na receita e uma compressão considerável na rentabilidade. Os números refletem os desafios enfrentados pela empresa, incluindo mudanças no modelo operacional, despesas extraordinárias decorrentes da reorganização e um cenário econômico ainda instável tanto no Brasil quanto na Argentina.
Desempenho Financeiro em Detalhes
A receita líquida da empresa totalizou R$ 4,745 bilhões, representando uma redução de 7,7% em comparação com o mesmo período de 2025. Em moeda constante, a queda foi menor, atingindo 3,7%. A receita bruta também diminuiu, alcançando R$ 6,293 bilhões, com uma redução de 7,7% na comparação anual.
A margem bruta apresentou uma queda acentuada, atingindo 65,8%, uma redução de 160 pontos-base.
Desafios Regionais e Operacionais
O Brasil continuou sendo um fator de pressão, com a receita líquida atingindo R$ 2,681 bilhões, uma queda de 5,5% no ano. A Avon, também sob o guarda-chuva da Natura, registrou uma queda ainda maior, com uma redução de 13,8% na receita. A operação Hispana, por sua vez, apresentou uma queda de 10,5% na receita líquida, com uma retração de 1,1% em moeda constante.
Margens e EBITDA em Queda
O EBITDA do trimestre somou R$ 346 milhões, uma queda de 46,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem EBITDA recuou para 7,3%, contra 12,6% no ano anterior, refletindo o impacto das despesas extraordinárias e da pressão sobre a margem bruta.
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O EBIT consolidado também sofreu uma forte queda, atingindo R$ 122 milhões, uma redução de 73,7% na comparação anual.
Prejuízo e Indicadores Financeiros
A Natura registrou um prejuízo líquido de R$ 445 milhões no trimestre, um aumento em relação ao prejuízo de R$ 50 milhões no primeiro trimestre de 2025. Esse resultado foi atribuído à queda do EBIT, às despesas extraordinárias e a perdas relacionadas ao hedge da dívida em dólar.
A dívida líquida totalizou R$ 4,0 bilhões, com um índice de alavancagem de 2,11x, influenciado por desembolsos não recorrentes.
Perspectivas Futuras e Reestruturação
A empresa acredita que o primeiro trimestre representou um período de transição, com margens sob pressão. Espera-se que as economias decorrentes da reestruturação se tornem mais evidentes a partir do segundo trimestre de 2026, com a redução de aproximadamente 25% nos cargos administrativos.
A Natura mantém confiança nas metas de 2026, com a expectativa de aumentar a margem EBITDA em relação aos 14,1% registrados em 2025 e melhorar a geração de caixa ao longo do ano.
Autor(a):
Redação
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