Petrobras: Santander Empurra Ação com Preço-Alvo Dobrado em 2026

Petrobras: Santander Aumenta Recomendação e Preço-Alvo
O Banco Santander elevou a recomendação para a ação ordinária da Petrobras (PETR3), praticamente dobrando o preço-alvo dos papéis. A decisão reflete uma visão otimista sobre o futuro da estatal, impulsionada por uma combinação de fatores que, segundo os analistas, ainda não são totalmente refletidos no mercado.
A equipe liderada por Yuri Pereira acredita que o potencial de crescimento da empresa, aliado a riscos mais controlados e uma forte geração de caixa, justificam uma revisão ascendente das expectativas.
Fatores que Impulsionam a Recomendação
A principal razão para o upgrade é a expectativa de aumento na produção da Petrobras. O banco prevê um ritmo acelerado com a entrada de novas plataformas, o que ajudará a mitigar a pressão sobre as margens da gasolina. A projeção é que a estatal alcance um nível de produção próximo a 2,5 milhões de barris por dia em 2026, com uma margem de variação de até 4% acima ou abaixo desse número.
Essa expectativa, juntamente com a antecipação da produção da plataforma FPSO P-80, abre espaço para revisões positivas nas projeções de produção da empresa.
Produção e Margens: Um Cenário Favorável
Os analistas estimam que a produção doméstica de petróleo pode atingir cerca de 2,6 milhões de barris por dia em 2026, representando um crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Dados da ANP indicam que a produção em abril foi de aproximadamente 2,73 milhões de barris por dia, com uma leve queda em maio devido a manutenções programadas em campos como Tupi, Búzios e Jubarte.
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O banco também destaca a importância do segmento de refino, onde a rentabilidade do diesel deve ajudar a sustentar as margens, mesmo com a pressão sobre a gasolina, que continua com um spread negativo.
Geração de Caixa e Dividendos
Outro ponto crucial da análise do Santander é a geração de caixa. O banco projeta que a Petrobras voltará a gerar um excedente de caixa nos próximos trimestres, impulsionada por um cenário favorável para o petróleo e por uma produção considerada resiliente.
A expectativa é que o petróleo Brent, referência internacional, se mantenha em torno de US$ 88 por barril em 2026, e que o dividend yield (rendimento) alcance cerca de 9,5% no período. Apesar disso, o banco não espera dividendos extraordinários neste ano, priorizando a redução da dívida com o excesso de caixa gerado.
Riscos a Serem Monitorados
Apesar do cenário positivo, os analistas do Santander identificam alguns riscos que podem impactar a tese. Entre eles, o aumento dos investimentos acima do esperado, operações de fusões e aquisições, uma possível entrada mais forte no setor de etanol de milho e uma eventual reestruturação financeira da Braskem (BRKM5).
Acompanhar esses fatores será fundamental para avaliar a continuidade da recomendação.
Autor(a):
Redação
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