Rogerio Freitas Projeta Volatilidade no Ibovespa com Eleições de 2026

Rogerio Freitas projeta volatilidade no Ibovespa com eleições de 2026, alertando para riscos e oportunidades no cenário econômico brasileiro.

14/07/2026 15:48

3 min

Ibovespa
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Bifurcação Econômica Brasileira: Cenário e Recomendações

O cenário macroeconômico do Brasil no segundo semestre de 2026 apresenta uma encruzilhada, com implicações significativas para o mercado financeiro e o futuro dos investimentos. A visão de Rogerio Freitas, head de investimentos do ASA, aponta para dois caminhos distintos, cada um com riscos e oportunidades.

Segundo Freitas, a definição das eleições presidenciais em outubro e a escolha de um candidato que priorize a responsabilidade fiscal são cruciais para determinar o futuro do país. A instabilidade política e a polarização eleitoral podem gerar volatilidade na bolsa brasileira, como evidenciado pela expectativa de maior oscilação do Ibovespa.

Fatores Globais e o Cenário Eleitoral

Em meados de 2026, fatores globais, como a tensão entre os Estados Unidos e o Irã, e o aumento do fluxo estrangeiro em países emergentes, influenciaram o mercado brasileiro. No entanto, com a proximidade das eleições, os vetores domésticos ganham maior relevância.

A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos cotados para o segundo turno, terá um impacto direto na performance dos ativos.

Freitas prevê que, à medida que as urnas se aproximam, a bolsa brasileira experimentará maior volatilidade. O especialista estima que, em um eventual segundo turno, os sinais mais claros do vencedor podem surgir cerca de três semanas antes das eleições, com 3% da população brasileira acompanhando de perto o desenrolar da disputa.

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Potencial de Valorização do Ibovespa

Apesar da incerteza, o head de investimentos do ASA estima que, com um presidente mais responsável do ponto de vista fiscal, o Ibovespa possa atingir um patamar de 300 mil pontos. O potencial de valorização do Ibovespa é de até 70%, considerando o fechamento de 13 de outubro de 2026, em 175.739 pontos.

Considerando a situação atual, o cenário de alta expressiva dos ativos de risco deve ser encarado com cautela. Freitas alerta para a importância de não se deixar levar por apostas aleatórias.

Estratégias de Investimento: Equilíbrio e Seleção

Freitas defende uma abordagem equilibrada, combinando gestão ativa e investimentos em ETFs que oferecem exposição ao Ibovespa. O especialista recomenda manter empresas maduras com características de boas pagadoras de dividendos, com contratos de longo prazo e baixo endividamento.

No setor de renda fixa, o head de investimentos do ASA sugere uma parcela em títulos indexados à inflação com duração de cerca de seis anos, tanto o Tesouro IPCA+ quanto ativos de crédito privado isentos de Imposto de Renda. A seletividade é fundamental, especialmente no mercado de crédito privado, onde o risco é maior.

Perspectivas Internacionais: Otimismo nos EUA

Enquanto o Brasil enfrenta uma bifurcação, o ASA mantém uma visão otimista sobre as bolsas norte – americanas. Segundo Charles Ferraz, diretor global de investimentos do ASA, as bolsas dos Estados Unidos oferecem boas oportunidades de compra.

Ferraz atribui as recentes altas nas bolsas americanas aos bons resultados das empresas nos Estados Unidos, impulsionados pela inteligência artificial. O especialista acredita que o “hype” em torno da IA continuará a sustentar o mercado, abrindo oportunidades em diversos setores, como tecnologia, cobre, energia e infraestrutura.

Não é recomendado apostar em empresas específicas, mas sim estar exposto a vários setores para aproveitar o movimento econômico como um todo.

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