Safra alerta: Crescimento bancário em 2026 é sustentável? Nubank e Inter sob análise!

O cenário bancário de 2026 testa o crescimento! Safra analisa Nubank e Banco Inter: o lucro é sustentável ou há riscos ocultos? Clique e saiba mais.

20/04/2026 19:25

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(Imagem de reprodução da internet).

O Cenário Bancário Brasileiro em 2026: Crescimento vs. Sustentabilidade

O início de cada ano representa um momento de avaliação crucial para os bancos no Brasil. Após o período de festas, o fluxo de despesas e impostos aumenta, pressionando o consumidor e, consequentemente, os indicadores de inadimplência, que costumam aparecer no balanço.

Em 2026, o mercado acompanha essa dinâmica, mas com um foco especial nos bancos digitais que apresentaram expansão acelerada nos anos anteriores.

Análise de Mercado e o Foco na Qualidade do Crescimento

Em um relatório recente, o Safra analisou instituições como Nubank e Banco Inter, exigindo mais do que apenas o lucro isolado para validar suas estratégias. A grande questão que domina a temporada de resultados é se o crescimento observado é sustentável ou se já está começando a gerar custos mais elevados.

O Teste de Indicadores no Início de 2026

“O começo de 2026 pode ser um teste significativo para o setor. Se a piora dos indicadores for apenas sazonal, a tese de crescimento se mantém. Contudo, se houver sinais de deterioração mais estrutural, o mercado provavelmente revisará suas expectativas para os bancos digitais”, avalia o banco de análise.

O primeiro trimestre historicamente impõe uma pressão adicional sobre a qualidade do crédito, um movimento esperado devido ao aperto orçamentário familiar pós-festas. No entanto, o Safra aponta sinais de um desgaste mais amplo no sistema financeiro, mudando o foco da análise.

Não basta apenas saber o aumento da inadimplência, é preciso entender sua origem.

Nubank: Manutenção da Trajetória de Crescimento e Desafios de Custo

O Nubank projeta manter um ritmo acelerado, enquanto parte do setor começa a moderar o ritmo. O banco deve divulgar seus resultados em 14 de maio, e o Safra estima um lucro líquido de US$ 926 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 66% comparado ao ano anterior.

O motor de crescimento continua sendo a expansão da carteira de crédito, prevista em 6,3% no trimestre, auxiliada por melhorias no custo de captação. A margem financeira também deve avançar, levando o lucro bruto para cerca de US$ 2,04 bilhões, segundo a projeção do Safra.

Variáveis de Atenção para o Nubank

Duas variáveis merecem destaque. A primeira é a inadimplência, com projeção de alta de 18 pontos-base nos atrasos acima de 90 dias, atingindo 6,8%, e um leve aumento no custo de risco. Por enquanto, isso é visto como sazonal.

A segunda, e talvez mais crucial, é o custo para manter esse crescimento. O Safra prevê um aumento superior a 70% nas despesas operacionais anualmente, resultado de três frentes principais. Isso força o mercado a avaliar não só o crescimento da operação, mas também a capacidade do banco de manter a rentabilidade diante do aumento de custos.

Banco Inter: A Estratégia da Cautela e Seletividade de Risco

Enquanto o Nubank mantém o ímpeto, o Banco Inter adota uma postura mais cautelosa. Com o balanço previsto para 7 de maio, a expectativa é de um lucro líquido de R$ 394 milhões e um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 15,4%.

Para os analistas, o crescimento da carteira deve continuar relevante, mas com sinais de desaceleração, especialmente em linhas mais sensíveis ao risco. A carteira total deve crescer 33% em 12 meses, um ritmo menor que os 36% registrados no final de 2025.

Foco na Gestão de Risco

O ritmo do cartão de crédito também deve diminuir, com alta esperada de 23%, comparado aos 29% do trimestre anterior. O Safra interpreta essa desaceleração como um reflexo tanto da sazonalidade quanto de uma abordagem mais criteriosa na concessão de crédito.

A estratégia do Inter é crescer com mais prudência. Contudo, os analistas observam que o banco já apresentava níveis de inadimplência superiores aos pares no final de 2025, o que aumenta a pressão sobre os resultados atuais. Espera-se um aumento no custo de risco, ligado a atrasos maiores na carteira de cartões e à maturação do crédito consignado privado.

Conclusão: O Termômetro da Eficiência Operacional

Em contrapartida ao risco, há um ponto positivo: a eficiência. O Safra projeta que as despesas totais do Inter caiam em comparação trimestral, melhorando a taxa de eficiência. Esse resultado deve servir como um termômetro para verificar se a atual estratégia de crédito ainda é adequada ao cenário ou se ajustes na concessão serão necessários nos meses seguintes.

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