Vale em Alerta: Novos Vazamentos em Minas Gerais Reabrem Debate Urgente

Novos vazamentos da Vale em Minas Gerais reabrem o debate sobre segurança em mineração. Incidentes em Fábrica e Viga provocam preocupação ambiental e riscos. Saiba mais!

30/01/2026 15:58

3 min

Vale em Alerta: Novos Vazamentos em Minas Gerais Reabrem Debate Urgente
(Imagem de reprodução da internet).

Novos Vazamentos da Vale em Minas Gerais Reabrem Debate Sobre Segurança em Operações de Mineração

Em um ano marcando o sétimo aniversário do desastre de Brumadinho, Minas Gerais enfrentou mais dois incidentes envolvendo vazamentos relacionados a estruturas da Vale. O primeiro ocorreu em 25 de janeiro, no dia do aniversário da tragédia, na mina de Fábrica, localizada na divisa entre Congonhas e Ouro Preto.

A ocorrência, que envolveu cerca de 24 horas, foi seguida por um novo extravasamento na mina da Viga, também em Congonhas, com a água atingindo o rio Maranhão, conforme informações de autoridades locais.

Esses episódios, embora não tenham causado vítimas, ressaltaram os riscos ambientais associados às atividades de mineração e geraram discussões entre especialistas sobre a importância do monitoramento, prevenção e gestão das estruturas. A situação expõe a necessidade de aprofundar a análise sobre como garantir a segurança das operações.

Impacto Ambiental e Desafios na Prevenção

Antônio Giansanti, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destaca que, apesar dos avanços regulatórios após Brumadinho, o desafio na prática continua. “É fundamental conhecer as estruturas para poder gerenciá-las adequadamente, e o monitoramento constante é essencial para antecipar problemas”, afirma.

Ele enfatiza que, mesmo sem rejeitos de barragens, ocorrências desse tipo são graves do ponto de vista ambiental.

Leia também

Segundo Giansanti, os vazamentos causam assoreamento, alteram o curso dos rios e geram um acúmulo de poluentes, podendo afetar profundamente os ecossistemas aquáticos. Ele ressalta que a recuperação em muitas situações demanda anos. O especialista acredita que o uso de tecnologias como poços piezométricos, que medem os níveis da água em estruturas de solo, e o acompanhamento contínuo das águas que saem dos barramentos, podem ajudar a antecipar problemas e tornar o sistema mais resistente.

Medidas Corretivas e Responsabilização

Diante dos novos incidentes, o governo de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 1,7 milhão e determinou a suspensão cautelar das operações da mina da Viga e da Cava 18 da mina de Fábrica, em Ouro Preto. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) também aplicou uma multa de R$ 1,3 milhão por poluição ambiental e impacto em área de terceiros.

A Semad estabeleceu que as atividades só poderão ser retomadas após comprovar a ausência de risco de novos vazamentos. Na Cava 18, técnicos identificaram erosão e rompimento de uma leira de contenção na madrugada de domingo, por volta de 1h40, o que provocou o extravasamento.

A lama atingiu áreas operacionais da CSN, como pátio, oficinas e posto de abastecimento. A situação reforça a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar novos desastres.

Giansanti considera que as multas e a suspensão de alvarás são importantes, mas insuficientes. Ele argumenta que o monitoramento contínuo permite entender o comportamento das estruturas em condições normais e diante de eventos inesperados, contribuindo para a prevenção de futuros problemas.

Autor(a):

Portal de notícias e informações atualizadas do Brasil e do mundo. Acompanhe as principais notícias em tempo real

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!