Copasa: Privatização de R$ 9 Bilhões Finaliza com Oferta de Ações!

Privatização da Copasa (CSMG3) Finaliza com Oferta de Ações
Após anos de negociações e disputas políticas, a privatização da Copasa (CSMG3) finalmente se concretizou nesta quarta-feira (20). O governo de Minas Gerais anunciou a oferta de ações que pode movimentar mais de R$ 9 bilhões, marcando um novo capítulo para a companhia de saneamento.
A iniciativa visa à venda do controle da Copasa para o mercado, através de um “follow-on” de desestatização.
Inicialmente, o Estado de Minas Gerais pretende vender 171.113.881 ações ordinárias, com um valor de fechamento de R$ 52,77 em 19 de maio de 2026. No entanto, a oferta pode ser expandida em até 19,1 milhões de ações adicionais, elevando a transação para além dos R$ 10 bilhões, caso a demanda seja alta. É importante ressaltar que o dinheiro arrecadado não será destinado ao reforço do caixa da Copasa, mas sim ao governo mineiro.
Detalhes da Operação e Estrutura Societária
A privatização foi estruturada para atrair um investidor estratégico, um “âncora” para a nova Copasa. O governo mineiro busca que um único investidor ou consórcio adquira cerca de 30% do capital social da companhia, com um compromisso de longo prazo.
Além disso, a nova estrutura societária inclui mecanismos de proteção aos minoritários, como a exigência de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) caso um acionista atinja participações relevantes no capital.
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A oferta será aberta tanto para investidores profissionais (pessoas físicas ou jurídicas com mais de R$ 10 milhões aplicados) quanto para o público em geral. Os pedidos de reserva para o varejo começam em 28 de maio, com aportes entre R$ 100 e R$ 1 milhão.
O preço final da oferta será definido em 2 de junho, e o início das negociações das novas ações na B3 está previsto para 5 de junho de 2026. A operação será coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB, com esforços para colocação das ações no exterior.
Riscos e Desafios da Privatização
Apesar do avanço da operação, o caminho da privatização ainda enfrenta desafios. O prospecto da oferta cita riscos jurídicos e políticos, como o questionamento no STF da dispensa de um referendo popular pela PT e PSOL. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) também monitora o processo, podendo até suspender a operação.
Um ponto crucial é o preço mínimo aceitável para a venda do controle da empresa, que permanece sob sigilo. Caso a demanda dos investidores no “bookbuilding” seja inferior a esse piso, a oferta pode ser cancelada. Além disso, a operação só seguirá adiante se houver a venda mínima de 114.075.921 ações.
A Copasa, com seu histórico de dividendos generosos, continua atraindo investidores, mas a nova fase exigirá um equilíbrio entre remuneração e investimentos na expansão da infraestrutura de saneamento.
Autor(a):
Redação
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