Dólar Cai: Especialista Define Limite Crucial para a Desvalorização!

Dólar em Queda: Especialista Projeta Limite para a Desvalorização
A recente queda do dólar no Brasil, com a moeda fechando em R$ 4,9824 na última terça-feira (28), tem gerado otimismo entre investidores. O cenário, especialmente para quem viu o dólar ultrapassar R$ 6, parece oferecer uma oportunidade. No entanto, especialistas alertam que essa desvalorização pode ter um limite.
Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, gestora especialista em câmbio e juros, acredita que o ponto de inflexão para o dólar está próximo de R$ 4,90.
Menezes destaca que, apesar do apoio de fatores externos, como o aumento nos preços do petróleo e a manutenção de juros elevados, obstáculos estruturais dificultam uma queda mais acentuada da moeda. Um dos principais desafios é o déficit em conta corrente, projetado em torno de 2,5% a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o que significa que o Brasil continua enviando mais dólares para o exterior do que recebe.
Além disso, o gestor aponta para o impacto das eleições, que, embora possam gerar pressão positiva sobre o dólar em cenários de alternância, tendem a ser um efeito passageiro. O ponto crucial, segundo Menezes, reside no Congresso Nacional, onde as reformas estruturais no Brasil são decididas.
Sem o avanço dessa agenda, qualquer valorização do real perde força rapidamente.
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Taxas de Juros e o Cenário Econômico
Nesta semana, o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Reino Unido) se encontram para anunciar suas decisões de política monetária, influenciando o rumo das taxas de juros. Espera-se um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, seguindo o plano de afrouxamento monetário.
No entanto, Menezes ressalta que o espaço para novas reduções é limitado, devido à dificuldade do Banco Central em manter as taxas abaixo de 13% ou 12,75% sem um ajuste fiscal mais consistente.
O gestor também chama a atenção para a resiliência da economia, apesar do alto custo do crédito, que deveria esfriar o consumo e os investimentos. Isso sugere que o chamado “juro neutro”, o nível que equilibra a economia sem estimular ou frear demais, pode estar mais elevado do que se imaginava.
Análise de Ativos: Ursos e Tursos da Semana
No segmento de análise de ativos, o programa “Touros e Ursos” destacou Donald Trump e o Partido Republicano como os “Ursos” da semana, devido aos impasses nas negociações de paz no Oriente Médio. Os mercados preditivos também foram incluídos na categoria, refletindo a mudança regulatória que os enquadra como apostas online.
Entre os “Toros”, a Hapvida (HAPV3) se destacou com uma alta de 20% no mês, embora seja uma das teses mais controversas do mercado. Alfredo Menezes também recomendou o Citigroup, considerando o banco subvalorizado e com potencial de ganho de eficiência.
No setor de tecnologia, Nvidia e Intel chamaram a atenção, impulsionadas pelos resultados do primeiro trimestre de 2026 e pela recuperação da Intel na corrida por chips de inteligência artificial.
Autor(a):
Redação
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