Empresário Fabiano Campos Zettel Envolvido em Operação Compliance Zero e Fraudes Bancárias

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de , contribuiu com R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas em 2022. Adicionalmente, repassou R$ 3 milhões à campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Essas doações foram objeto de escrutínio após o envolvimento de Zettel na segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Investigação sobre Fraudes no Sistema Financeiro Nacional
A investigação da Polícia Federal aponta um esquema de captação irregular de recursos, com aplicação em fundos e desvio de recursos para Daniel Vorcaro e familiares. Zettel, pastor evangélico da Igreja Lagoinha e proprietário da Moriah Asset, figura como parte do círculo investigado.
Detenção e Apreensão de Bens
Na manhã de quarta-feira (14), agentes da Polícia Federal detiveram Zettel no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, enquanto ele preparava embarque para Dubai. Após a ordem judicial de apreensão de seu celular, ele foi liberado após a realização de perícia.
Escopo da Operação Compliance Zero
A operação da Polícia Federal cumpre 42 mandados e bloqueia mais de R$ 5,7 bilhões em bens ligados a Daniel Vorcaro e familiares. O empresário Nelson Tanure também foi alvo da investigação, sendo abordado no Aeroporto do Galeão antes de embarcar em um voo doméstico e tendo seu celular apreendido.
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Liquidação Extrajudicial do Banco Master
Em novembro do ano passado, Daniel Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, sob suspeita de tentativa de fuga para a Europa. A Justiça o soltou dez dias depois. Em seguida, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, motivada pelo comprometimento financeiro e pela deterioração da liquidez do banco.
Suspeitas de Fraudes Bancárias
A investigação aponta a venda de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rendimentos até 40% acima do mercado, com fraudes estimadas em até R$ 17 bilhões. O Banco Central investiga a utilização de ativos fictícios ou supervalorizados para inflar o balanço do banco e sustentar captações, ocultando problemas de liquidez em 2024 e 2025.
Autor(a):
Redação
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