Estratégias dos ultrarricos: Bruno de Paula revela como proteger seu patrimônio em 2026

Bruno de Paula revela: estratégias dos ultrarricos são acessíveis! Saiba como proteger seu patrimônio com diversificação e iliquidez, mesmo em crises. Clique e

23/04/2026 6:09

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(Imagem de reprodução da internet).

Estratégias dos Ultrarricos: O Guia para o Investidor Comum

Para o investidor que está começando, o mundo dos multimilionários pode parecer repleto de fórmulas mágicas e ganhos inacreditáveis. Contudo, o especialista Bruno de Paula, diretor de investimentos da Ghia, um multi family office independente que administra cerca de R$ 5 bilhões, esclarece que as estratégias dos mais ricos são baseadas em princípios acessíveis a todos.

Segundo De Paula, é possível utilizar táticas das famílias mais abastadas do país para proteger o patrimônio, mesmo em cenários de grande instabilidade, como momentos de guerra. Ele aponta que o sucesso reside em dois pilares fundamentais: diversificação inteligente e a importância da iliquidez.

Os Pilares da Riqueza: Diversificação e Controle de Impulso

A diversificação inteligente, segundo o gestor, não significa apenas espalhar o dinheiro por vários lugares. É crucial que ela abranja diferentes classes de ativos, setores e regiões geográficas.

Ele alerta que ter ações de quatro siderúrgicas diferentes não configura diversificação real, pois o investidor permanece exposto ao risco de um único setor. Além disso, a iliquidez é apresentada como uma aliada poderosa contra os gastos impulsivos.

Como a Iliquidez Protege o Patrimônio

De Paula ilustra como a tendência de gastar com compras não essenciais, como trocar um carro por um modelo mais novo em promoção, pode desviar recursos que seriam melhores aplicados em investimentos. Por isso, ele cita o agronegócio, onde a compra de terras, um ativo de difícil venda imediata, serve como proteção contra desejos passageiros.

Dados recentes da BlackRock, a maior gestora global, mostram que famílias norte-americanas ultrarricas mantêm cerca de 40% de seus investimentos em ativos alternativos, que são, por natureza, menos líquidos. Para quem não pode comprar uma fazenda, o gestor sugere alternativas mais acessíveis.

Patrimônio Integrado: A Visão Estratégica Completa

Um conceito central em serviços de multi family office é o de patrimônio integrado. Em vez de analisar investimentos de forma isolada — como apenas uma conta bancária ou uma carteira de ações —, essa visão consolida toda a riqueza familiar em um tabuleiro estratégico.

Essa consolidação abrange todos os ativos e passivos, sejam eles financeiros ou não, líquidos ou ilíquidos, tanto no Brasil quanto no exterior. O objetivo é que o gestor avalie a exposição total do cliente ao risco, e não apenas o CDI ou a bolsa de valores.

A Prática da Gestão de Risco

De Paula compara essa gestão a programar uma dieta: define-se parâmetros (líquido/ilíquido, Brasil/offshore) e segue-se o plano. Ele ensina uma técnica prática: estabelecer um percentual-alvo, como 20% em dólar. Se o dólar subir, vende-se o excedente para retornar ao alvo; se cair, compra-se para recompor a meta.

Essa metodologia força o investidor a vender na alta e comprar na baixa automaticamente. Essa estratégia é particularmente útil em momentos de alta volatilidade, como o conflito entre EUA e Irã, exigindo foco em teses previamente definidas e diversificação geográfica.

Atenção aos Custos e Setores Resilientes

Um ponto de interesse para investidores de alta renda em multi family offices é o modelo de remuneração *fee-only*. Diferente de assessores que cobram comissões por produtos, essas estruturas cobram uma taxa fixa sobre o patrimônio administrado.

Para o investidor comum, De Paula enfatiza a importância de analisar as taxas de administração. Ele adverte que pagar taxas muito altas em fundos de renda fixa simples é inadmissível, mesmo que taxas mais altas em fundos de ações bem conceituados possam ser justificáveis.

O Impacto dos Detalhes Financeiros

Ignorar pequenas diferenças de custo é um erro comum. O gestor explica que o foco deve ser no juro real (juro menos inflação). Um custo de 1% sobre um juro real de 7% representa um impacto significativo no retorno ao longo de décadas, podendo gerar diferenças enormes na renda futura.

Em resumo, a segurança patrimonial não vem de retornos milagrosos, mas sim de uma estrutura robusta. Diversificação geográfica, ativos resilientes e uma estratégia pré-definida são as ferramentas mais valiosas que o investidor comum pode adotar para proteger seu capital contra qualquer turbulência econômica.

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