Grupo Mateus em Crise: Demissões e Medidas Drásticas para Sobreviver em 2026

Grupo Mateus Enfrenta Desafios Contínuos e Implementa Medidas de Ajuste
O Grupo Mateus (GMAT3) tem enfrentado um período de dificuldades financeiras, e o primeiro trimestre de 2026 (1T26) não foi exceção. Diante da crise econômica, a rede de supermercados precisou tomar medidas drásticas para garantir sua sustentabilidade, resultando em uma redução significativa em seu quadro de funcionários.
Essa situação se intensificou, seguindo um processo que já vinha sendo observado desde 2025.
As demissões ocorreram em unidades localizadas nos estados do Maranhão (MA), Pará (PA), Piauí (PI), Ceará (CE), Sergipe (SE) e Bahia (BA). Essas ações fazem parte de um conjunto de medidas de produtividade e otimização operacional que a empresa implementou desde dezembro de 2025. Considerando as demissões desde essa data, a redução total de empregados foi de 6.673, diminuindo o número de funcionários de 47.900 para 41.200, especificamente nas operações dos estados mencionados.
Racionalização e Eficiência Operacional
Segundo a companhia, essas medidas visam à “racionalização das estruturas” e à busca por “ganhos de eficiência”. A iniciativa foi intensificada nos primeiros três meses de 2026, acompanhando um cenário de pressão no consumo e queda nos preços dos alimentos.
O balanço dos últimos trimestres do ano anterior também apresentou resultados negativos, gerando preocupação no mercado.
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Analistas do BTG Pactual e Itaú BBA apontam que a crise do Grupo Mateus não se resume a um único trimestre, mas sim a uma combinação de fatores estruturais e econômicos. O enfraquecimento do consumo no Nordeste, impulsionado pelo alto endividamento das famílias, juros elevados e queda no poder de compra, tem afetado o desempenho das vendas, especialmente em produtos mais sensíveis a preços.
A deflação de alimentos e commodities também contribui para a redução do ticket médio dos supermercados.
Expansão e Desafios de Rentabilidade
Outro fator relevante é o modelo de crescimento acelerado do Grupo Mateus, que começou a apresentar desafios. A expansão da rede, impulsionada pela combinação com o Novo Atacarejo, concluída em 2025, gerou novas operações que ainda não atingem a rentabilidade esperada.
Além disso, a empresa enfrenta problemas de eficiência operacional, com um crescimento maior nas despesas em relação às receitas, devido à expansão das lojas, à consolidação do Novo Atacarejo e aos investimentos em novas estruturas comerciais e logísticas.
Esses fatores levaram à implementação de medidas como cortes de pessoal, racionalização das estruturas e programas de produtividade. A falta de divulgação de indicadores de vendas por segmento, observada pelo Itaú BBA, também gerou desconfiança entre os investidores, aumentando a percepção de que o desempenho da empresa pode ser pior do que o esperado.
Autor(a):
Redação
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