Paranapanema: Barsi Filho Busca Reestruturação com Conversão de Dívidas em Ações

Paranapanema busca solução ousada para dívidas! Investidor Barsi acompanha reestruturação com conversão de dívidas em ações. Redução de R$ 85 milhões e futuro

27/05/2026 23:20

3 min

Paranapanema: Barsi Filho Busca Reestruturação com Conversão de Dívidas em Ações
(Imagem de reprodução da internet).

Paranapanema Busca Reestruturação e Redução de Dívidas com Nova Rodada de Conversão

A Paranapanema (PMAM3) intensifica seus esforços para reordenar suas finanças e diminuir a pressão financeira que a afetou nos últimos anos. A empresa, que já atraiu a atenção do renomado investidor Luiz Barsi Filho, anunciou a conclusão de uma nova etapa em seu plano de reestruturação, envolvendo a conversão de dívidas em participação societária.

Essa estratégia, comum em empresas em recuperação judicial, visa limpar o balanço da companhia e reduzir significativamente seu endividamento.

A operação, que resultou em uma diminuição de mais de R$ 85 milhões no montante das dívidas, foi realizada através da troca de créditos por ações da própria empresa. Essa medida, embora ajude a otimizar o balanço, também implica em uma diluição da participação dos acionistas existentes.

Em 2026, as ações da PMAM3 já apresentavam uma desvalorização de mais de 28% na bolsa brasileira, com uma queda de 75% em um único ano.

Como a Conversão de Dívida em Ações Foi Implementada

O anúncio da segunda-feira, 25, marca a conclusão de um processo iniciado em abril, quando o conselho de administração aprovou um aumento de capital de R$ 85,18 milhões. No entanto, o capital não foi injetado diretamente na empresa. Em vez disso, a Paranapanema emitiu 139,6 milhões de novas ações ordinárias, com um preço de R$ 0,61 por ação, destinadas exclusivamente a credores que optaram por converter seus créditos em participação societária.

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A operação foi dividida em duas fases principais. Credores da chamada “9ª Janela” do plano de recuperação judicial converteram aproximadamente R$ 31,9 milhões em ações. Adicionalmente, 296 credores extraconcursais – ou seja, aqueles com dívidas que não estavam originalmente incluídas na recuperação judicial – capitalizaram R$ 53,1 milhões.

Somadas, essas operações resultaram em uma redução de cerca de R$ 85,04 milhões no endividamento da companhia, conforme informado pela administração.

Custos e Diluição da Participação Acionária

Embora a operação contribua para a limpeza do balanço da empresa, ela acarreta um custo para os investidores que já possuem ações. A emissão massiva de novas ações amplia a diluição societária, elevando o capital social da Paranapanema para R$ 2,35 bilhões, com mais de 290 milhões de ações ordinárias.

Um ponto de atenção foi o baixo interesse dos acionistas atuais em participar do aumento de capital, com apenas 0,015% das ações ofertadas sendo subscritas.

Quase toda a operação foi conduzida pelos credores, que demonstraram preferência por essa forma de conversão em vez de aumentar sua exposição à companhia, mesmo com o preço de R$ 0,61 por ação. A “10ª Janela” de adesão ao plano foi aberta, permitindo que outros credores manifestassem interesse em trocar dívidas por ações até 3 de junho, mantendo o preço anterior.

Paranapanema e a Confiança de Luiz Barsi

A Paranapanema, que atraiu a atenção do investidor Luiz Barsi Filho, que chegou a oferecer mais de R$ 2 bilhões para assumir o controle em 2010, enfrenta desafios para manter suas finanças. Em seu último balanço divulgado no terceiro trimestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 371,5 milhões, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Esse resultado foi influenciado por encargos financeiros, avaliação de impairment de ativos, ajuste de provisão para perda no imobilizado e custos de ociosidade.

Desconsiderando esses efeitos, o prejuízo ajustado teria ficado em R$ 52 milhões. A Paranapanema entrou em recuperação judicial em dezembro de 2022, com um passivo de cerca de R$ 450 milhões, incluindo dívidas de controladas. Luiz Barsi classificou o movimento como um passo necessário para evitar o colapso do negócio, abrindo uma oportunidade para a empresa gerar resultados positivos.

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